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A limpeza de pele é um procedimento estético que tem como objetivo remover os comedões e impurezas da pele. Serve também para desintoxicar, remover células mortas e manter a pele macia e saudável, reduzindo a oleosidade. É um dos principais tratamentos oferecidos nas clínicas de estética como manutenção e é fundamental como preparação da pele para outros procedimentos

Já há algum tempo os profissionais vem utilizando a eletroterapia para potencializar os protocolos estéticos, fazendo assim com este procedimento padrão tenha seu diferencial e com isso chegar à resultados de excelência, dentre eles o mais moderno é o Vacum Laser.

VACUM LASER é o único equipamento disponível no mercado que combina vacuoterapia e fototerapia em uma única plataforma.

São 6 LASERS com 2 comprimentos de ondas (660–vermelho e 808-infravermelho) capazes de oferecer benefícios exclusivos da laserterapia e potencializar a performance dos procedimentos da vacuoterapia na estética e reabilitação. Os efeitos do LASER aceleram os processos e a recuperação, apresentando resultados finais surpreendentes. A vacuoterapia aumenta a vascularização e a permeabilidade das membranas celulares e o LASER acelera reações metabólicas, proporcionando resultados muito mais rápidos e eficientes.

Agora, vamos entender como a utilização do Vacum laser será positiva no protocolo de Limpeza de Pele:

PEELING DE DIAMANTE: (Esfoliação da pele com a associação do Vácuo) (para este procedimento é necessário utilizar o Kit com as ponteiras para peeling de diamante) também conhecido por microdermoabrasão, é um tratamento estético que faz uma esfoliação superficial da pele, promovendo a renovação celular e aumentando a permeabilidade da pele para uso de ativos , sendo muito eficiente  na preparação da pele antes da emoliência e extração que são fundamentais no protocolo de Limpeza de Pele;

VENTOSA DE VIDRO 6 MM CURVO: realizando movimentos de varredura nas regiões de maior oleosidade como por exemplo na testa, contorno do nariz e queixo, concentrando nas áreas com mais comedões, facilitando assim o processo de extração; e aumentando a nutrição e oxigenação da pele.

VENTOSA DE VIDRO 30 MM: pode-se utilizar esta ventosa em dois momentos neste protocolo: primeiro com pulsos de 1 a 5 por minuto nos grupos de linfonodos para realização de drenagem linfática; num segundo momento com pulsos 9MP promovendo maior oxigenação no tecido pós extração, realizando movimentos de varredura também no sentido do sistema linfático. Diminui o edema e melhora a vascularização. Além do controle da inflamação com uso do laser.

Lembrando que quando utilizamos qualquer ventosa, seja ela de acrílico ou de vidro, além da pressão negativa (vácuo) também é liberado o Laser (660 ou 808) a sua escolha, seja simultâneo ou não, e é isso que torna um protocolo mais efetivo. Quando utilizamos o Infravermelho antes da extração, conseguimos promover uma analgesia local, o que facilitará deixando-o menos doloroso e, utilizando o Vermelho depois, modulamos o processo inflamatório melhorando a cicatrização.

Protocolo de limpeza de pele com o Vacum Laser:

Higienização e tonificação de acordo com biotipo;
· Emoliência,
 Após Emoliência utilizar Vacum Laser para promover a extração com a ventosa de vidro 6 mm curvo,
Parâmetros:

Ajustar: Modo Contínuo
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 660n
Ajustar: a pressão de acordo com sensibilidade da pele e com sucção suficiente para promover extração
Realizar movimentos de varredura nas regiões de maior oleosidades e concentrar nos comedões, Após a extração: Drenagem de Grupos linfáticos com Vacum Laser - ventosa vidro 30 mm, Parâmetros: Ajustar: Modo Pulsado
Ajustar: MP5
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 808n
Ajustar: em pressão de até -60mbar
Posicione a ventosa sobre o grupo de linfonodos com movimentos lentos e suaves.
· Em seguida: Aplicar o Vacum Laser ventosa de vidro 30 mm
Parâmetros: Ajustar: Modo Pulsado
Ajustar: MP9
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 660/808n
Ajustar: em pressão de -90 a -150mbar 
· Promover movimentos de varredura no sentido do sistema linfático. Para esta etapa utilizar produto para deslizamento da ventosa e conservar a penetração da luz; (O produto pode ser em base gel ou em base óleo vegetal e também pode conter ativos de acordo com a indicação) Seguir o protocolo com o uso de produtos adequados à técnica de Limpeza de Pele conforme orientação do fabricante do produto.
Observação Importante: É imprescindível o uso de óculos de proteção profissional e cliente para devida proteção durante a emissão de laser;

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

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Conhecer a pele e suas variações é muito importante quando se trata de tratamentos estéticos funcionais.
Com o crescimento da tecnologia, e cada vez mais os procedimentos minimamente invasivos e mais agressivos em alta, se faz necessário aumentar nosso nível de conhecimento quanto aos tipos de pele e suas variações com relação aos efeitos colaterais de tais técnicas.
Existem diferenças importantes a se levar em consideração de acordo com tipo de pele no contexto: da perda de água transepidérmica (TEWL), conteúdo de água (WC) [por meio da condutância, capacitância, resistência e impedância], reatividade dos vasos sanguíneos, gradiente de pH, função sebácea, morfologia e distribuição dos melanossomas e resistência a lesão. Essas diferenças são influenciadas muitas vezes por vários grupos étnicos.
De acordo com um Artigo publicado ( British Journal of Dermatology · Novembro de 1998 - Fonte: PubMed), foi constado que peles negras tem maior incidência de perda da água que peles brancas, assim como também ocorre uma diferença no nível de pH, além disso alguns estudos mostram que a TEWL em peles asiáticas podem ser iguais a dos negros e maiores que a dos caucasianos.
Bem, uma outra situação que merece atenção é quanto a produção de melanina que é diferente dependendo do tipo de pele. Sabemos hoje que a base de Fitzpatrick, nos direciona quanto ao fototipo de pele, deixando claro os ricos com pigmentação inflamatória em fototipos mais altos. Porém a miscigenação racial, hoje comum entre as nações, também leva a características hereditárias em pessoas de peles fototipos mais baixo, incidirem em pigmentação inflamatória. Van Nieuwport et al, demonstraram que, com aumento da melanogênese, os melanossomas da pele clara não apresentam alteração superficial significativa, mas os melanossomas da pele escura apresentam aumento de superfície e volume.
Os dados objetivos nos estudos sobre diferenças étnicas nas propriedades da pele não apenas enfatizam o valor da investigação dos processos de doenças, assim como as diferentes respostas aos tratamentos estéticos conforme a etnia da pele, levando em consideração que existes variáveis fisiológicas envolvidas.
Portanto é fundamental a analise diferenciada da pele, na tomada de decisão quanto a escolha do melhor caminho a se tomar para as soluções inestéticas da pele. Sempre precisamos levar em consideração além do tipo de pele também sua condição e suporte para reparo tecidual. Isso com certeza irá amenizar os riscos de intercorrências, levando a um tratamento estético mais seguro e eficaz.
 

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Tendência do mercado - Realidade da Estética Avançada - Habilidade dos profissionais da área para análise diferenciada das disfunções inestéticas.

Personalização dos tratamentos estéticos

Se voltarmos um pouco no tempo, vamos nos dar conta do quanto conseguimos evoluir dentro da área da estética. Há poucos anos atrás existia uma defasagem no Brasil com relação às tecnologias que são oferecidas mundialmente. Mas isto mudou muito, agora devido ao grande avanço da internet, temos acesso às novidades que chegam com apenas um "clique" e daí ficamos informados e temos acesso a tudo que acontece no mundo da beleza.  Temos como exemplo os tratamentos atuais a base de lasers modernos, radiofrequência, ultrassom de alta potência e os dermocosméticos que atualmente usam substâncias tecnológicas como células tronco de origem vegetal, fatores de crescimento, hidratantes de alta performance na regulação do fluxo de água na pele, agentes redutores de precisão, e muito mais.

Com estes avanços,  os profissionais da estética que trabalham a favor da beleza, devem se atualizar constantemente  em cursos e congressos nacionais e internacionais, ler e assinar revistas,  consultar sites especializados, para poder utilizar de forma otimizada os mais novos recursos tecnológicos , além de buscar o conhecimento adequado da pele para desenvolver protocolos específicos de acordo com as expectativas e necessidades de cada pessoa. Quando queremos tratar nossa pele, é muito importante saber se o profissional tem habilidades e conhecimento suficiente para propor o tratamento ideal para obter os resultados desejados.

Estamos vivendo na era da individualização, é fato que atualmente os consumidores de forma geral, procuram se diferenciar um dos outros, fugindo da padronização, divulgando publicamente sua personalidade e buscando sempre, e muito bem informado, aquilo que melhor atende suas necessidades. Dentro deste quadro é necessário que os protocolos prescritos sejam baseados no mapeamento das disfunções de cada indivíduo, como também na prevenção e amenização destas disfunções que são geradas no desencadear do envelhecimento da pele.

Bem, com tanta tecnologia e informação a disposição de todos, como fazer as escolhas certas já que o mercado oferece tantas opções?  Como saber se o tratamento oferecido foi baseado na análise de forma individual?

A grande diferença está no profissional que conduz e orienta o melhor caminho para o tratamento e adéqua a rotina do cliente para buscar resultados mais satisfatórios. Atualmente os clientes são muito participativos e questionadores e muitas vezes chegam com todas as informações na ponta da língua. Porém, precisamos compreender que somente quem detém o conhecimento pode fazer toda a diferença nas escolhas dos tratamentos. É responsabilidade do  profissional saber como dosar adequadamente os produtos  e a intensidade dos equipamentos conforme a necessidade de cada pessoa, isto é fundamental para os resultados , e com saúde não se brinca, cada individuo possui uma genética e tolerâncias diferentes  e cada profissional tem estar habilitado para fazer as avaliações de forma personalizada para direcionar sempre as melhores tecnologias em prol de resultados, afinal este é o objetivo, conseguir resultados satisfatórios , com prazos curtos e de forma segura, fazendo o diferencial de mercado.

Por meio de uma anamnese bem elaborada, pode-se dosificar a quantidade de ativos necessários e controlar as intensidades dos equipamentos utilizados, a cada situação proposta, podendo ser alterada no percurso do tratamento conforme os resultados obtidos.  Podemos então dizer que saímos da era dos protocolos generalizados para protocolos personalizados baseados no conhecimento e na valorização das diferenças e conduzindo para resultados mais efetivos em cada caso. Nada mais coerente, já que cada ser humano apresenta necessidades e respostas determinadas de acordo com seu estilo de vida e sua genética.

Diante deste cenário e da incessante busca da beleza e da pele perfeita, é importante que os profissionais estejam sempre em constante atualização para atender a expectativa dos consumidores, com inovação e credibilidade científica.

Temos sim, de valorizar o ser humano de forma única. Afinal não há ninguém com uma pele igual a outra! Inove, crie um diferencial dentro de um mercado tão concorrido!
 

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Muitos homens encaram o tratamento estético como algo desnecessário. No nosso país ainda existe a cultura de que ser vaidoso e ter cuidados com a pele é característica que pode ser atribuída somente a mulheres.
A estética masculina é vista ainda por alguns com muito preconceito.

Rotina e tendências do homem moderno
 
Estética masculina 1
 
Algumas tendências foram identificadas no homem moderno, após pesquisas realizadas, segundo Felipe Zobaran Diretor do Núcleo Homem da Editora Abril – podemos observar uma mudança no comportamento do público masculino em relação a:
A atuação do homem nas tarefas do lar, a liberdade emocional, maior consumo nos itens de cuidados pessoais, a preocupação com o bem-estar, etc.
As tendências mostram que atualmente eles assumem responsabilidades e funções que antes eram de exclusividade feminina, são intelectualmente ativos e buscam qualidade de vida.
A beleza está passando a ser vista não somente como exclusividade das mulheres, mas cada vez mais vemos a presença masculina nos salões de beleza e clinicas de estética de todo o mundo. Eles se preocupam com a pele, com o cabelo e até mesmo com as unhas.
E para atendê-los de forma diferenciada, as clinicas de estéticas e seus profissionais adequaram seus tratamentos, buscando conhecimento para trazer o que há melhor no mercado para satisfação do público masculino.
 
 
Sobre a pele masculina – diferenças
 
Estética masculina 2

Enquanto a pele feminina tende a mudar após eventos importantes como gravidez e menopausa, a pele do homem envelhece linearmente através do tempo. Isso resulta em menos elasticidade e uma pele mais seca ao longo dos anos. Devido diferenças hormonais a pele fica mais espessa, oleosa e com maior quantidade de pelos.
O grau de envelhecimento da pele depende de fatores intrínsecos como o código genético e o relógio biológico de cada um, mas também depende de fatores extrínsecos ou estilo de vida que podem acelerar o processo de degradação da pele como fumo, bebida alcoólica, exposição solar, falta de sono e estresse, gerando assim o envelhecimento precoce da pele.
 
 
O processo de barbear
 
Estética masculina 3
 
O processo de barbear é normalmente traumático para pele, é preciso observar que existem diferente tipos de lâminas, que podem ser direcionadas de acordo com cada tipo de pele e também do pelo, evitando assim processos inflamatórios como a foliculite, que deixa a pele irritada e marcada.
Após a retirada dos pelos e preciso hidratar e acalmar a pele com o uso de produtos adequados pós-barba que cumpre essas funções, além de evitar o ressecamento possuem ingredientes que reduzem a irritação causada pela lâmina e refrescam a pele.
E para aqueles que gostam de manter a barba, e preciso cuidados especiais para aparar e manter os pelos hidratados e macios.
Os recursos estéticos que podemos destacar nos cuidados da pele masculina são produtos dermocosméticos de alta tecnologia no tratamento e prevenção do envelhecimento da pele, peelings, laser, vacuoterapia, radiofrequência, etc.
 
 
Calvície
 
Estética masculina 4

Uma outra situação que acomete mais o público masculino, é a queda de cabelos, gerando a famosa calvície, atualmente o mercado estético cresceu muito nesta área, e muitos estudos clínicos e científicos, comprovam a eficácia de tratamentos como microagulhamento, laser de baixa intensidade, vácuo e endermologia, cosmetologia aplicada, enfim... muitas opções e combinações de técnicas favorecem os resultados.
Clinicas com profissionais especializados oferecem sempre tecnologias diferenciadas para garantir o sucesso do seu tratamento.
 
 

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Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Texto por: Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira

evince3

A osteonecrose dos maxilares é uma complicação oral cada vez mais frequente nos dias atuais, devido ao crescente uso de medicações antirreabsortivas, como os bisfosfonatos e Denosumab. Para tratamento dessa complicação, muitas terapias têm sido propostas, sendo a cirurgia uma das mais resolutivas, associada a outras terapias de controle de infecção, como antibioticoterapia e terapia fotodinâmica antimicrobiana, por exemplo. Porém, um dos grandes desafios do cirurgião dentista, ao realizar uma cirurgia para remoção desse osso necrótico é justamente ter a certeza de que está removendo todo o osso afetado, já que ao remover menos do que o necessário haverá muita chance de recidiva e se remover em excesso pode comprometer o osso remanescente, fragilizando-o e levando ao risco de  fratura.

Um parâmetro muito comum utilizado para avaliar a viabilidade óssea em cirurgias orais é verificar o sangramento do osso. Entretanto, quando estamos falando de osteonecrose provocada por medicamentos, esse recurso pode falhar, pois estudos histológicos mostram que o sangramento ósseo nem sempre se correlaciona com vitalidade óssea em toda a extensão avaliada, o que torna muito difícil delimitar as margens cirúrgicas livres de necrose. Com isso, não é incomum que, mesmo cirurgiões mais experientes, ao realizarem uma cirurgia para remoção de osso necrótico em pacientes com osteonecrose por bisfosfonato acabem por não remover todo o osso afetado, comprometendo assim o resultado do tratamento.

Para nos auxiliar nesse ponto, temos utilizado uma técnica que muito tem nos ajudado a distinguir o osso necrótico do osso vital: a fluorescência. Alguns antibióticos, como a tetraciclina e seus derivados (especialmente a Doxiciclina) têm propriedades fluorescentes e, quando administrados por um período de tempo antes do procedimento cirúrgico, incorporam-se ao osso, fazendo com que ele se apresente com uma coloração verde fluorescente, mediante o uso de uma luz de comprimento de onda em torno de 525 a 540 nm. Assim, com o uso dessa luz específica, o osso viável apresentará uma fluorescência verde brilhante no momento da cirurgia, sendo bastante diferente do osso necrótico, que não apresentará fluorescência ou apresentará somente uma fluorescência bem opaca, apagada. Com isso, utilizamos o Evince da MMO para distinguir o osso vital do osso necrótico, removendo totalmente o osso não vital, sem, no entanto, remover osso com vitalidade, preservando o remanescente ósseo saudável. Alguns artigos mostram que o osso possui uma autofluorescência e que equipamentos como o Evince podem facilmente identificar essa diferença entre vitalidade óssea e osso necrótico, sem a necessidade da utilização de antibióticos derivados de tetraciclina. Mas, ao introduzirmos a Doxiciclina, nesse caso de osteonecrose dos maxilares, estamos utilizando tanto as propriedades antimicrobianas do antibiótico, devido à sua grande afinidade pelo cálcio e, portanto, alta incorporação óssea, quanto a sua capacidade de fluorescência, o que torna a terapia ainda mais eficiente.

A técnica da fluorescência já é usada para outros fins na odontologia, como por exemplo no diagnóstico de lesões orais e diferenciação de lesões pré-malignas, sendo muito fácil de usar. Novos estudos precisam ser feitos a fim de otimizar a técnica e protocolar sua utilização, mas o uso da fluorescência tem se mostrado uma importante ferramenta em cirurgias de osteonecrose dos maxilares provocada por medicamentos.

Caso clínico realizado por Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira em paciente que fez uso de bisfosfonato endovenoso e apresentou osteonecrose em rebordo mandibular após trauma por prótese total.

fluorescência LETICIA LANG 01 01

Foto 1 – osteonecrose provocada por bisfosfonato, em rebordo mandibular | Foto 2 – uso do Evince mostrando o osso necrótico com uma fluorescência pálida, avermelhada, indicando a presença de bactérias | Foto 3 – após remoção do osso necrótico, o Evince mostra que todo osso necrótico foi removido, apresentando uma fluorescência verde bem brilhante

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Referências Bibliográficas:

Treatment of Medication-Related Osteonecrosis of the Jaw, Christoph Pautke in: Medication-Related Osteonecrosis of the Jaws: Bisphosphonates, Denosumab, and New Agents, Sven Otto, 2015, Springer.

Pautke C, Vogt S, Kreutzer K, Haczek C, Wexel G, Kolk A, et al. Characterization of eight different tetracyclines: advances in fluorescence bone labeling. J Anat. 2010;217(1):76–82.

Assaf AT, Zrnc TA, Riecke B, Wikner J, Zustin J, Friedrich RE, et al. Intraoperative efficiency of fluorescence imaging by Visually Enhanced Lesion Scope (VELscope) in patients with bisphosphonate related osteonecrosis of the jaw (BRONJ). J Craniomaxillofac Surg. 2013;4.

Otto S, Baumann S, Ehrenfeld M, Pautke C. Successful surgical management of osteonecrosis of the jaw due to RANK-ligand inhibitor treatment using fl uorescence guided bone resection. J Craniomaxillofac Surg. 2013;41(7):694–8.

Ristow O, Pautke C. Auto-fluorescence of the bone and its use for delineation of bone necrosis – a technical note. Int J Oral Maxillofac Surg (2014).