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A HSDC (Hipersensibilidade Dentinária Cervical) é uma das enfermidades mais comuns nos nossos consultórios odontológicos. Pode surgir devido retração gengival por traumas ou fisiologicamente, expondo a superfície radicular, que, logo torna-se desnuda do cemento, tornando o tecido dentinário, muito permeável, vulnerável aos estímulos do meio bucal. Dessa forma, os tratamentos da HSDC visam desinflamação dos tecidos pulpares e periodontais, e também estímulo a deposição da dentina reacional, objetivos essenciais e, perfeitamente, atingidos pela Laserterapia.

A aplicação do laser de baixa intensidade para o tratamento da hipersensibilidade dentinária cervical é, em si, uma técnica muito simples. O mais importante é fazer um diagnóstico prévio preciso. É recomendável que o operador realize um exame clínico diferencial para que se tenha a certeza de que o tecido pulpar se encontra com uma inflamação reversível, sem trincas, sem lesão cariosa, sem contato prematuro ou excesso de carga mastigatória.
Atualmente, com os equipamentos de laserterapia apresentando potências de 100mW, um único ponto cervical na face onde o paciente acusar a sensibilidade dolorosa, ou seja, por vestibular ou por lingual acrescido do(s) ponto(s) apical(is), sempre por vestibular por estar mais próximo aos ápices, têm sido suficientes para tratar essa enfermidade (Fig. 1 e 2).

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Figura 1 – Desenho esquemático de dente molar inferior com os pontos, cervical e apicais (em cada raiz), de aplicação para tratamento de hipersensibilidade dentinária cervical, quando o equipamento apresentar pelo menos 100mW de potência (LIZARELLI, 2018).

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Figura 2 – Irradiação do elemento incisivo central inferior esquerdo (31) com laser infravermelho 808nm nos pontos cervical (a) e apical (b) (Laser Duo, MMOptics, São Carlos, SP, Brasil) (Arquivo pessoal).

Tanto o comprimento de onda vermelho (660nm) quanto os infravermelhos (780 ou 808nm) estão indicados nesse tratamento da hipersensibilidade dentinária cervical (VILLA el al., 2001). Porém, o infravermelho seria o mais indicado para a primeira sessão, e talvez na segunda, se a sensibilidade dolorosa ainda estiver insuportável, isso porque esse comprimento de onda, tendo uma atuação fotoelétrica, além de apresentar uma capacidade antinflamatória comprovada, modulando os marcadores da inflamação, pode mudar a polaridade de membrana, propiciando uma analgesia imediata. Então, nas sessões seguintes, o laser vermelho, que aumenta imediatamente a disponibilidade de óxido nítrico intra-celular, acelerando o metabolismo celular e incrementando a circulação tecidual, deverá ser o comprimento de onda de escolha. Outra possibilidade é combinar ambos os comprimentos de onda na mesma sessão.
Em cada sessão de irradiação, uma profilaxia e isolamento relativo devem preceder a laserterapia. Podem ser realizadas de três a quatro sessões, com intervalos de 72 horas entre elas. Na primeira sessão é recomendável o emprego do comprimento de onda infravermelho (780 ou 808nm), com uma energia total de 4J por ponto, buscando a bioinibição para o estímulo doloroso. Nas outras 2 ou 3 sessões, o comprimento de onda vermelho (660nm) está indicado, mas a energia total deverá ser de 2J por ponto, para que ocorra desinflamação do tecido pulpar e bioestimulação para a formação de dentina reacional (LIZARELLI et al., 2001 a, b, c; LIZARELLI et al., 2015).
Realmente a experiência clínica tem demonstrado que o intervalo de 72 horas parece ser o mais interessante, tanto para manter um nível confortável, durante o tratamento, quanto para minimizar a inflamação pulpar, contribuindo para o resultado final. Intervalos de uma semana entre as aplicações, não se mostram efetivas clinicamente, não para a maioria dos casos realizados.

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Profa. Dra. Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
PhD e Pesquisadora em Biofotônica – IFSC/USP

Em levantamento apresentado recentemente através da designada Biblioteca Digital de Produção Intelectual (BDPI) da USP, uma plataforma que simplifica o acesso à produção intelectual dos pesquisadores da Universidade de São Paulo, constata-se que o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) é uma das unidades uspianas com maior destaque na produção científica, mesmo sendo aquela que apresenta, comparativamente às outras, um número menor de docentes e pesquisadores.

O empenho dos pesquisadores do IFSC/USP sempre teve duas vertentes ao longo dos anos e que foram se aprimorando com o decorrer do tempo: a primeira, num contexto puramente científico, sempre ombreou com o que de melhor se faz no exterior, motivo pelo qual foram aumentando as inúmeras colaborações com cientistas e universidades de ponta espalhadas pelo mundo, comprovando assim a excelência de nosso Instituto. A segunda vertente é o trabalho que vem sendo feito para resolver alguns dos problemas que mais afligem a sociedade, principalmente aqueles relacionados com a saúde e o bem-estar público.

Nos laboratórios do IFSC/USP são projetados, desenvolvidos e disponibilizados à população, de forma gratuita e com a colaboração de médicos e restante pessoal técnico, protocolos, procedimentos clínicos e equipamentos que, de forma inovadora, apresentam soluções para detecção e tratamento dos mais variados tipos de doenças, entre os quais se contam diversos tipos de câncer, problemas odontológicos, fibromialgia, osteoartrose e osteoartrite, onicomicose, úlceras venosas e de pé de diabético, colo de útero e HPV, só para mencionar alguns.

Se é um orgulho verificar através da BDPI que o Instituto de Física de São Carlos é uma jóia no contexto da Universidade de São Paulo, também não é menos verdade que essa excelência acarreta responsabilidades cada vez maiores, não no contexto de um simples ranking, mas na missão que o Instituto abraçou desde sua criação, que é se colocar ao serviço da sociedade, devolvendo a ela, com serviços e instrumentos gratuitos, o investimento público feito pelos contribuintes.

A BDPI reune quase 925 mil registros, incluindo a produção científica, acadêmica, artística e técnica de pesquisadores, mais as teses e dissertações defendidas desde 1985 na maior universidade da América Latina, sendo que esses números são atualizados diariamente, à medida que os bibliotecários cadastram novos documentos.
Contudo, no caso específico do IFSC/USP, observem-se abaixo os índices coletados, num trabalho executado pelas bibliotecárias do IFSC/USP – Maria Helena Di Francisco e Gracielli Batista Pepe Cardoso, ambas da Seção de Tratamento de Informação.

 

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O gráfico apresenta os dados das 18 unidades com o maior número de produção científica geral (produção científica e teses/dissertações) da Universidade, disponíveis na BDPI, onde o IFSC aparece em 10° lugar, com 27.788 registros. Quando analisamos somente a produção científica per capita dessas mesmas unidades no banco Thycho, o IFSC aparece com o maior número de produção por docente.

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Ranking de autores com maior número de publicações gerais na BDPI

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Ranking de autores USP com maior de número de publicações gerais na BDPI

 

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Produção científica geral Unidades USP – Citações  recebidas

 

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O IFSC está bem classificado em relação às citações recebidas, tanto através do CrossRef (3° lugar) quanto na Dimensions (4° lugar).

Fonte: https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/ifsc-e-uma-das-unidades-da-usp-com-maior-producao-cientifica/

O efeito da laserterapia localizada, ou seja, sobre um tecido lesionado e/ou em processo inflamatório, é bem conhecido: ocorre um alívio imediato da dor, redução do edema e aceleração da cicatrização.
Essas respostas bem sucedidas deram origem a uma técnica de tratamento que tem sido muito explorada há quase 30 anos: a irradiação com laser vermelho ou infravermelho dentro de vasos sanguíneos. O primeiro objetivo é melhorar a circulação sanguínea, linfática, e, também a resposta imunológica.
A terapia ILIB está indicada onde houver processos inflamatórios e dolorosos agudos e crônicos, doenças degenerativas, processos infecciosos, ou seja, todos os pacientes podem ser beneficiados.
Não há contra-indicações, desde que a dosimetria esteja adequada considerando a via de administração e a faixa etária.
O sucesso da terapia ILIB dependerá da dosimetria individualizada e revisada a cada sessão, ao longo do tratamento.

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Efeitos Fisiológicos:

• controle da pressão arterial,
• diminuição dos açúcares (glicose e triglicerides) e das gorduras (LDL) no sangue (glicose, triglicerides),
• aumento da oximetria sanguínea,
• aumento da circulação próxima a região da irradiação,
• controle das enzimas hepáticas (TGP e TGO),
• aumento da SOD,
• redução da pressão intraocular (bom para glaucoma),
• melhora hemodinâmica do feto quando da irradiação da gestante,
• redução do conteúdo de proteína C reativa,
• aumento a atividade do complemento,
• aumento do nível plasmático de imunoglobulinas (IgA, IgM, IgG),
• diminuição da capacidade de agregação trombocitária
• ativação da fibrinólise que aumenta a circulação periférica, entre outros.

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Efeitos Clínicos:

•  melhora na qualidade do sono,
•  sensação de bem-estar e de auto-confiança,
•  melhora na disposição para realizar tarefas físicas,
•  facilitação para as atividades cognitivas,
•  alívio de dores,
•  alívio de inchaços,
•  coadjuvante no emagrecimento.

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Profa. Dra. Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
PhD e Pesquisadora em Biofotônica – IFSC/USP

 
 

O Instituto Walter Bagnato foi inaugurado no dia  29 de setembro localizado junto à fábrica da MMO em São Carlos com o evento do projeto “Terapia Fotodinâmica Brasil” e BNDS, mas a sua história já existe há muito tempo. Conheça um pouco mais dela:

Neste local funcionou por mais de 50 anos a oficina de Cromeação do Sr. Walter Bagnato. Ele foi o pioneiro em toda região em começar uma galvanoplastia que atendesse o desenvolvimento local.

Acreditou que tudo é possível com trabalho e coragem. Passou de empregado a empregador, e sem dúvida, um exemplo de empreendedorismo numa terra que desde cedo mostrava vocação para tecnologia, além da agricultura.

Esta cromeação, tornou-se referência em toda região, apesar de sempre ter sido pequena e operada de forma artesanal. Segundo Sr. Walter Bagnato “alguns tipos de trabalhos faz-se em grandes quantidade, outros necessitam de perfeição“. De fato, para ele, seu ofício era uma combinação de arte e técnica e a qualidade vinha antes do lucro.

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 Apesar de nunca ter frequentado uma universidade, entendia de seu ofício como um mestre. Mas a história não para por aí. Quando o primeiro microscópio brasileiro foi desenvolvido e precisava ser fabricado, cedeu parte de sua oficina para iniciar a produção. Sua atitude antecipou incubadora e parques tecnológicos da cidade permitindo lançar a primeira semente do que seria a MMO. O Sr. Walter Bagnato nunca cobrou um aluguel do uso de seu espaço e sempre se dispôs a ajudar a alavancar as novas ideias: “ninguém pode mudar seu destino sem mudar seus hábitos”.

A coragem de vencer o desafio é a característica principal dos pioneiros. Por esta visão e por ter sido o primeiro a acreditar na MMO é que homenageamos dando a este local, o Seu nome.

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Laser e LED são duas fontes de luz que vem ganhando espaço e credibilidade como instrumentos de diagnóstico preciso e de tratamento eficiente. Apesar de serem igualmente muito bem indicadas, existem diferenças entre elas:
1 - Cor da luz (comprimento de onda): o Laser tem uma cor pura e bem definida, enquanto o LED apresenta uma "faixa estreita" de cor. Por exemplo, um laser pode ser Vermelho-laranjado OU Vermelho-vivo OU Vermelho-escuro, mas um LED vermelho poderá emitir todos esses vermelho juntos (LED vermelho 630+-20nm tem do vermelho-laranjado até o vermelho-escuro). O Laser tem uma cor bem determinada (Monocromaticidade) e o LED tem todas as tonalidades dessa cor (Policromaticidade);
2 - Coerência (direção da luz): enquanto um Laser segue no espaço um caminho reto (pense numa laser-pointer) (Coerente), um LED "abre" como uma "lanterninha", perdendo sua intensidade quanto mais distante ele chegar (Não-Coerente);
3 - Potência (terapia ou cirurgia): um Laser e um LED poderão fazer Fotobiomodulação (acelerar cicatrização, aliviar dores, drenar inflamações, fotoativar biomateriais/democosméticos), PORÉM somente o Laser poderá ser Cirurgico (cortar, coagular, ablacionar).
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Profa. Dra. Rosane Lizarelli

Laser e LED são duas fontes de luz que vem ganhando espaço e credibilidade como instrumentos de diagnóstico preciso e de tratamento eficiente. Apesar de serem igualmente muito bem indicadas, existem diferenças entre elas:

1 - Cor da luz (comprimento de onda): o Laser tem uma cor pura e bem definida, enquanto o LED apresenta uma "faixa estreita" de cor. Por exemplo, um laser pode ser Vermelho-laranjado OU Vermelho-vivo OU Vermelho-escuro, mas um LED vermelho poderá emitir todos esses vermelho juntos (LED vermelho 630+-20nm tem do vermelho-laranjado até o vermelho-escuro). O Laser tem uma cor bem determinada (Monocromaticidade) e o LED tem todas as tonalidades dessa cor (Policromaticidade);


2 - Coerência (direção da luz): enquanto um Laser segue no espaço um caminho reto (pense numa laser-pointer) (Coerente), um LED "abre" como uma "lanterninha", perdendo sua intensidade quanto mais distante ele chegar (Não-Coerente);

3 - Potência (terapia ou cirurgia): um Laser e um LED poderão fazer Fotobiomodulação (acelerar cicatrização, aliviar dores, drenar inflamações, fotoativar biomateriais/democosméticos), PORÉM somente o Laser poderá ser Cirurgico (cortar, coagular, ablacionar).

Essas seriam as diferenças básicas entre um Laser e um LED para uso nas áreas da Saúde !!

Profa. Dra. Rosane Lizarelli

O Bright Max Whitening é a nova geração de clareadores dentais a LED, com funções de controle simplificadas e muito versáteis. O equipamento é o único no mercado a emitir luz espectralmente seletiva em torno do violeta, benefício que exclui o uso de agentes químicos como o peróxido de hidrogênio ou carbamida, que podem causar a sensibilidade dentária em alguns pacientes. O blog da Dental Cremer trouxe um dos estudos dessa nova tecnologia, confira o artigo completo.
A busca por um sorriso branco e saudável associada ao desenvolvimento de novos materiais e técnicas, tem feito do clareamento dental um dos procedimentos estéticos realizados com maior frequência nos consultórios odontológicos. As técnicas realizadas em consultório, denominadas de clareamento em consultório ou assistido, têm sido amplamente utilizadas consistindo na aplicação de agentes clareadores, como peróxido de carbamida e hidrogênio, em altas concentrações com ou sem o uso de fonte de luz. A principal vantagem dessa técnica reside nos significativos resultados estéticos alcançados em algumas sessões. No entanto, a técnica requer do profissional da Odontologia conhecimento técnico-científico e cuidados especiais não apenas com as estruturas dentais, como também com os tecidos moles da cavidade oral. Apesar da efetividade demonstrada, os agentes clareadores utilizados principalmente em altas concentrações podem ocasionar alterações nos tecidos mineralizados e sensibilidade trans e pós-operatória.
CapturarDessa forma, o desenvolvimento e a introdução de novos produtos e técnicas para clareamento dental que não promovam alterações nos tecidos mineralizados, bem como efeitos colaterais apresenta fundamental importância por ser este um procedimento rotineiro nos consultórios odontológicos. O objetivo deste trabalho foi demonstrar por meio de relato de caso clínico uma nova técnica de clareamento dental utilizando-se fonte de luz capaz de quebrar os pigmentos responsáveis pelo escurecimento dental. Adicionalmente, abordaremos aspectos importantes da técnica como os benefícios e limitações. Neste relato de caso clínico, foi possível demonstrar que o uso apenas de luz violeta pode produzir energia suficiente para quebra de pigmentos na dentina promovendo dessa forma o clareamento dental.
Para saber mais sobre o Bright Max Whitening acesse: https://mmo.com.br/pt-br/produtos/odontologia/bright-max-whitening

ILIB é um acrônimo do termo em inglês Intravascular Laser Irradiation of Blood que significa Irradiação Intravascular do Sangue com Laser. Esta técnica consiste na irradiação do sangue com Laser vermelho ou infravermelho para ativação celular, efeito antioxidante, ação anti-inflamatória e aumento da circulação sanguínea, que resulta na prevenção e tratamento de diversas doenças, por exemplo, artrite, artrose, inflamações e tensões musculares, bem como, do diabetes, colesterol, hipertensão, entre outras doenças cardiovasculares. Estes efeitos terapêuticos favorecem o rejuvenescimento, o bem-estar e a qualidade de vida.

A aplicação de luz na região do punho é atrativa, pois as espessuras da derme e epiderme são mais finas comparadas às outras regiões do corpo, facilitando o acesso da luz nos vasos sanguíneos, em especial na artéria radial (ILIB), bem como é um local em que se encontra a inervação responsável pela modulação cardiovascular através dos pontos de acupuntura, como o PC6 e PC7 (Laserpuntura).  

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Protocolo ILIB: Aplicar o laser vermelho por 30 minutos na artéria radial pelo menos 1 vez por semana. Esta técnica pode ser aplicada de 1 a 3 vez por semana de acordo com o quadro clínico do paciente. O número de sessões pode ser diminuído conforme a evolução positiva do paciente, realizando-se o tratamento a cada 15 dias e depois 1 vez por mês até a finalização.

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Efeitos hemodinâmicos da técnica ILIB: o aumento da temperatura cutânea (33,27 0C) é mostrada pela imagem termográfica e indica o aumento da circulação sanguínea (cor vermelha).

Dra. Fernanda Rossi Paolillo

A osteoartrite (OA), popularmente conhecida como artrose, é o tipo mais comum de artrite e é uma doença crônica que acomete articulações e tecidos periarticulares, caracterizada por degeneração progressiva da cartilagem e modificações no osso subcondral. Estruturalmente por estar em movimentação constate ou uso repetitivo, a mão sofre importante sobrecarga durante as atividades de vida diária (AVDs) e é uma das articulações mais acometida pela OA.

Considerada como a doença musculoesquelética mais comum no processo de envelhecimento, a OA apresenta alta prevalência na população e gera impacto e altos custos socioeconômicos ao indivíduo e ao sistema de saúde. O indivíduo com OAM apresenta limitações em graus variados em suas AVDs, como vestir-se, preparar sua comida, abrir caixas e potes, manusear objetos que ofereçam resistência, lidar com trabalhos artesanais, etc. Os principais fatores de risco para a OAM são envelhecimento, predisposição genética, obesidade, gênero (feminino) e fatores mecânicos.

A OAM manifesta-se por episódios inflamatórios da sinóvia articular (sinovite), que está intimamente relacionada com o processo de degeneração da cartilagem e com a dor. O exame radiográfico é representado por estreitamento do espaço articular, esclerose do osso subcondral, formação de osteófitos, deformidade lateral e colapso cortical ósseo. Clinicamente, a OA ocasiona dor e limitação funcional, o que reduz a qualidade de vida do indivíduo. As articulações da mão geralmente acometidas são: carpometacarpal (principalmente 1º dedo), metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximal e distal (mais comum).

Em relação ao manejo dos sintomas da OAM, abordagens não-farmacológicas são incentivadas. Nesse cenário, a Laserterapia de Baixa Intensidade (LBI) intervém no processo inflamatório e modula a dor. Apresenta a grande vantagem de atuar localmente e substituir o uso de anti-inflamatórios sistêmicos. Convém que a LBI seja aplicada por um profissional capacitado, de maneira coerente e de acordo com os parâmetros ajustados às diretrizes internacionais, como a WALT (World Association Laser Therapy).

O RECOVER, aparelho portátil e de baixo custo, é uma ótima opção para o tratamento dos sintomas da OAM. O quadro a seguir contém uma sugestão de conduta, bem como os possíveis pontos de aplicação (Figura 1).

Comprimento de Onda (nm) Potência (mW) Energia (J)*WALT Frequência de aplicações Número de sessões
808 100 4/ponto 2 a 3x/semana 8 a 12

pontos LBI mão

Figura 1. Imagem radiográfica representativa das articulações da mão sem a doença (à esquerda) e mão de um paciente com OAM (à direita). Sugestão de pontos de aplicação da LBI nas articulações interfalangeanas distal/proximal, metacarpofalangeanas, carpometacarpal e radiocarpal (de acordo com o caso clínico).

Dra. Ana Elisa Serafim Jorge, Fisioterapeuta

Referências:

BROSSEAU L, WELCH V, WELLS G, et al. Low level laser therapy (Classes I, II, and III) for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2004, 3:CD002046.

HART, D. J.; SPECTOR, T. D. Definition and epidemiology of osteoarthritis of the hand: A review. Osteoarthritis and Cartilage, v. 8, n. SUPPL. A, p. 2–7, 2000.

HUNTER DJ. Osteoarthritis. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2011; 25:801–14.

World Association of Laser Therapy. Recommended treatment doses for low-level laser therapy.[http://waltza.co.za/wp-content/uploads/2012/08/Dose_table_780-860nm_for_Low_Level_Laser_Therapy_WALT-2010.pdf]. Acessado em 20/03/2017.

Quando o assunto é cárie, por que a higiene diária acaba não sendo suficiente?

O blog de odontologia trouxe um novo estudo para a área da Universidade de Zurique que identificaram pela primeira vez um complexo genético que atua na formação do esmalte dental. Duas equipes do Centro de Medicina Dentária e do Instituto de Ciências da Vida Molecular usaram camundongos com mutações variadas das proteínas do esmalte envolvidas na via de controle celular alterada, conhecida como WNT, uma das formas de comunicação das células para ativar genes específicos.

Essa via de sinalização é essencial para o desenvolvimento embrionário e também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de câncer ou malformações físicas.

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De acordo com a pesquisa, todos os ratos com mutações nessas proteínas apresentavam dentes com defeitos no esmalte. Assim os cientistas estabeleceram uma ligação com o desenvolvimento do esmalte.

Usando métodos genéticos, moleculares e bioquímicos, os pesquisadores descobriram que três proteínas estavam envolvidas na via de sinalização de Wnt influenciavam a estrutura dos dentes.

A pesquisa concluiu que a formação das cáries não está ligada apenas às bactérias, mas à resistência dos dentes. Esses agentes podem penetrar mais facilmente em dentes com esmalte menos estável, que tenham algum defeito genético, mesmo que a higiene bucal seja excelente.

Para os cientistas, entender como essas mutações genéticas funcionam pode ajudar a criar novas formas de proteção contra cáries.

O que você acha desse estudo?

Para saber mais acesse: estudo-diz-que-pessoas-que-escovam-bem o site de divulgação do estudo: Science Daily

É um fato que o mundo muda a cada segundo, assim como os hábitos, alimentação, e principalmente as necessidades. Por estes motivos, os "brinquedinhos" tão adorados pelos dentistas foram protagonistas do Blog Dental Cremer com algumas novidades que estão disponíveis e outras que serão parte do dia a dia dos dentistas no futuro próximo. 

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Moldagem Digital:

Uma realidade. Já bastante disponível nas grandes cidades brasileiras e sendo aperfeiçoada frequentemente. Com novas marcas surgindo e novos modelos mais eficientes no mercado, acredito que nos próximos 10 anos ou menos a moldagem convencional pode praticamente desaparecer.

Vantagens: Conforto aumentado do paciente, possibilidade de impressão do modelo em impressora 3D, envio de forma digital ao técnico em prótese dentária (email), economia de tempo e fases protéticas, possibilidade do dentista escolher mais de uma marca.

Desvantagens: Ainda com o custo um pouco elevado, saída do dentista de sua zona de conforto, curva de aprendizado. Sua cidade precisa ter um laboratório de prótese que acompanhe as mudanças tecnológicas para receber o arquivo digital e usar nas fresadoras.

Laser de alta potência para remoção de cáries:

Já é possível encontrar em alguns pouquíssimos consultórios, mas apesar da insistência da mídia leiga em “pintar” o Laser como uma substituição ao “motorzinho” do dentista, ainda não podemos considerá-lo um tratamento corriqueiro. Muito diferente do Laser de Baixa Potência que é facilmente encontrado em muitas clínicas e consultórios e tem seu uso comprovado há décadas em várias funções. Se o custo do aparelho não diminuir, vai ser difícil ele se tornar um equipamento muito usado na Odontologia.

Vantagens: substituir o tão temido motor de alta rotação, diminuir as recidivas de cárie, acredita-se ser mais indolor que o motor convencional, o que evitaria anestesias em alguns casos.

Desvantagens: custo muito alto, controle e percepção do profissional sobre o quanto de tecido está sendo destruído pelos fótons, falta de uma quantidade aceitável de estudos científicos sobre sua utilização, maior tempo para remover as cáries do que o método convencional.

Radiografia Digital:

Realidade cada vez mais presente. Os sensores estão se mostrando muito eficientes, eliminando procedimentos de revelação, repetição de tomadas radiográficas e com uma diminuição do tempo de exposição dos pacientes a radiação. Nos centros radiológicos já é quase unânime em grandes cidades. Nos consultórios ainda tem uma fatia de mercado para conquistar, mas tende a tornar as radiografias comuns obsoletas.

Vantagens: simples, fácil de usar, para uso de algumas marcas basta ter o software e plugar o sensor na entrada USB de qualquer computador. Pode ser usado com posicionadores, economia de espaço, mais organização na hora de guardar a documentação dos pacientes. Eliminação das câmaras de revelação e materiais reveladores e fixadores que contaminam o meio ambiente e não devem ser despejados no esgoto comum. Os preços vêm caindo e algumas promoções estão valendo muito à pena.

Desvantagens: O sensor é rígido, podendo ser meio incômodo para alguns pacientes, necessidade de backup de seus arquivos para acabar não perdendo os dados de seus pacientes em caso de pane ou troca de computadores.

Resinas Bulk Fill:

Se você é cirurgião-dentista e ainda não ouviu falar de Resina Bulk Fill, você está definitivamente por fora. Sabemos que as resinas compostas estão em constante e ligeira evolução desde os anos 60 e hoje a dentística resolve uma infinidade de casos restauradores com suas técnicas adesivas. Para usarmos as resinas compostas comuns ou as no estilo “flow” precisamos usar técnicas de inserção com camadas de até 2mm para fotopolimerização correta e nos preocuparmos menos com a rápida contração de polimerização. As Resinas Bulk Fill se propõem a preencher de uma vez só cavidades de até 4mm de profundidade. Algumas marcas falam em até 5 mm. São materiais que estão na vanguarda da Odontologia Adesiva e estão surpreendendo em estudos clínicos e laboratoriais.

Vantagens: diminuição do tempo de trabalho, preço acessível, várias marcas apostando neste material no mercado, pode ser usado tanto como forramento como para preenchimento total da cavidade dependendo do tipo.

Desvantagens: necessita de curva de aprendizado profissional. Alta translucidez para possibilitar a passagem da luz, o que pode comprometer o resultado estético final esperado. Precisa de cuidados em cavidades classe II para o não escoamento de material para regiões interdentais e a necessidade de fotopolimerizadores bem fortes, com 800 ou até 1000 W/m2 para uma segurança na polimerização.

Já conhecia todos esses equipamentos e materiais? Já tentou algum deles?

A MM Optics está sempre atenta e em sintonia com as novidades tecnológicas ao redor do mundo, comprometida com a inovação, projetamos no mercado equipamentos ópticos e opto-eletrônicos de precisão. Fique atento às nossas novidades de acordo com o Blog Dental Cremer!

Evince: Evidenciador por fluorescência óptica

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A fluorescência óptica tem sido empregada na Odontologia por apresentar elevada sensibilidade, simplicidade, sendo rápida e precisa na obtenção de dados. Evince é o novo sistema de imagem por fluorescência óptica da MMO. Simples de utilizar, rápido, seguro e atua como novo guia de diagnósticos bucal por imagem. EVINCE - evidenciador clínico não é invasivo e consiste em um conjunto óptico com fonte de luz LED ultravioleta. Muito seletivo, reconhece lesões e contaminações bucais via fluorescência óptica em tempo real. Com Evince sua avaliação e diagnóstico tornam-se extremamente rápidas e precisas.