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A limpeza de pele é um procedimento estético que tem como objetivo remover os comedões e impurezas da pele. Serve também para desintoxicar, remover células mortas e manter a pele macia e saudável, reduzindo a oleosidade. É um dos principais tratamentos oferecidos nas clínicas de estética como manutenção e é fundamental como preparação da pele para outros procedimentos

Já há algum tempo os profissionais vem utilizando a eletroterapia para potencializar os protocolos estéticos, fazendo assim com este procedimento padrão tenha seu diferencial e com isso chegar à resultados de excelência, dentre eles o mais moderno é o Vacum Laser.

VACUM LASER é o único equipamento disponível no mercado que combina vacuoterapia e fototerapia em uma única plataforma.

São 6 LASERS com 2 comprimentos de ondas (660–vermelho e 808-infravermelho) capazes de oferecer benefícios exclusivos da laserterapia e potencializar a performance dos procedimentos da vacuoterapia na estética e reabilitação. Os efeitos do LASER aceleram os processos e a recuperação, apresentando resultados finais surpreendentes. A vacuoterapia aumenta a vascularização e a permeabilidade das membranas celulares e o LASER acelera reações metabólicas, proporcionando resultados muito mais rápidos e eficientes.

Agora, vamos entender como a utilização do Vacum laser será positiva no protocolo de Limpeza de Pele:

PEELING DE DIAMANTE: (Esfoliação da pele com a associação do Vácuo) (para este procedimento é necessário utilizar o Kit com as ponteiras para peeling de diamante) também conhecido por microdermoabrasão, é um tratamento estético que faz uma esfoliação superficial da pele, promovendo a renovação celular e aumentando a permeabilidade da pele para uso de ativos , sendo muito eficiente  na preparação da pele antes da emoliência e extração que são fundamentais no protocolo de Limpeza de Pele;

VENTOSA DE VIDRO 6 MM CURVO: realizando movimentos de varredura nas regiões de maior oleosidade como por exemplo na testa, contorno do nariz e queixo, concentrando nas áreas com mais comedões, facilitando assim o processo de extração; e aumentando a nutrição e oxigenação da pele.

VENTOSA DE VIDRO 30 MM: pode-se utilizar esta ventosa em dois momentos neste protocolo: primeiro com pulsos de 1 a 5 por minuto nos grupos de linfonodos para realização de drenagem linfática; num segundo momento com pulsos 9MP promovendo maior oxigenação no tecido pós extração, realizando movimentos de varredura também no sentido do sistema linfático. Diminui o edema e melhora a vascularização. Além do controle da inflamação com uso do laser.

Lembrando que quando utilizamos qualquer ventosa, seja ela de acrílico ou de vidro, além da pressão negativa (vácuo) também é liberado o Laser (660 ou 808) a sua escolha, seja simultâneo ou não, e é isso que torna um protocolo mais efetivo. Quando utilizamos o Infravermelho antes da extração, conseguimos promover uma analgesia local, o que facilitará deixando-o menos doloroso e, utilizando o Vermelho depois, modulamos o processo inflamatório melhorando a cicatrização.

Protocolo de limpeza de pele com o Vacum Laser:

Higienização e tonificação de acordo com biotipo;
· Emoliência,
 Após Emoliência utilizar Vacum Laser para promover a extração com a ventosa de vidro 6 mm curvo,
Parâmetros:

Ajustar: Modo Contínuo
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 660n
Ajustar: a pressão de acordo com sensibilidade da pele e com sucção suficiente para promover extração
Realizar movimentos de varredura nas regiões de maior oleosidades e concentrar nos comedões, Após a extração: Drenagem de Grupos linfáticos com Vacum Laser - ventosa vidro 30 mm, Parâmetros: Ajustar: Modo Pulsado
Ajustar: MP5
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 808n
Ajustar: em pressão de até -60mbar
Posicione a ventosa sobre o grupo de linfonodos com movimentos lentos e suaves.
· Em seguida: Aplicar o Vacum Laser ventosa de vidro 30 mm
Parâmetros: Ajustar: Modo Pulsado
Ajustar: MP9
Ajustar Tempo: conforme a necessidade
Ajustar: Laser ON
Ajustar: em 660/808n
Ajustar: em pressão de -90 a -150mbar 
· Promover movimentos de varredura no sentido do sistema linfático. Para esta etapa utilizar produto para deslizamento da ventosa e conservar a penetração da luz; (O produto pode ser em base gel ou em base óleo vegetal e também pode conter ativos de acordo com a indicação) Seguir o protocolo com o uso de produtos adequados à técnica de Limpeza de Pele conforme orientação do fabricante do produto.
Observação Importante: É imprescindível o uso de óculos de proteção profissional e cliente para devida proteção durante a emissão de laser;

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

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Conhecer a pele e suas variações é muito importante quando se trata de tratamentos estéticos funcionais.
Com o crescimento da tecnologia, e cada vez mais os procedimentos minimamente invasivos e mais agressivos em alta, se faz necessário aumentar nosso nível de conhecimento quanto aos tipos de pele e suas variações com relação aos efeitos colaterais de tais técnicas.
Existem diferenças importantes a se levar em consideração de acordo com tipo de pele no contexto: da perda de água transepidérmica (TEWL), conteúdo de água (WC) [por meio da condutância, capacitância, resistência e impedância], reatividade dos vasos sanguíneos, gradiente de pH, função sebácea, morfologia e distribuição dos melanossomas e resistência a lesão. Essas diferenças são influenciadas muitas vezes por vários grupos étnicos.
De acordo com um Artigo publicado ( British Journal of Dermatology · Novembro de 1998 - Fonte: PubMed), foi constado que peles negras tem maior incidência de perda da água que peles brancas, assim como também ocorre uma diferença no nível de pH, além disso alguns estudos mostram que a TEWL em peles asiáticas podem ser iguais a dos negros e maiores que a dos caucasianos.
Bem, uma outra situação que merece atenção é quanto a produção de melanina que é diferente dependendo do tipo de pele. Sabemos hoje que a base de Fitzpatrick, nos direciona quanto ao fototipo de pele, deixando claro os ricos com pigmentação inflamatória em fototipos mais altos. Porém a miscigenação racial, hoje comum entre as nações, também leva a características hereditárias em pessoas de peles fototipos mais baixo, incidirem em pigmentação inflamatória. Van Nieuwport et al, demonstraram que, com aumento da melanogênese, os melanossomas da pele clara não apresentam alteração superficial significativa, mas os melanossomas da pele escura apresentam aumento de superfície e volume.
Os dados objetivos nos estudos sobre diferenças étnicas nas propriedades da pele não apenas enfatizam o valor da investigação dos processos de doenças, assim como as diferentes respostas aos tratamentos estéticos conforme a etnia da pele, levando em consideração que existes variáveis fisiológicas envolvidas.
Portanto é fundamental a analise diferenciada da pele, na tomada de decisão quanto a escolha do melhor caminho a se tomar para as soluções inestéticas da pele. Sempre precisamos levar em consideração além do tipo de pele também sua condição e suporte para reparo tecidual. Isso com certeza irá amenizar os riscos de intercorrências, levando a um tratamento estético mais seguro e eficaz.
 

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Muitos homens encaram o tratamento estético como algo desnecessário. No nosso país ainda existe a cultura de que ser vaidoso e ter cuidados com a pele é característica que pode ser atribuída somente a mulheres.
A estética masculina é vista ainda por alguns com muito preconceito.

Rotina e tendências do homem moderno
 
Estética masculina 1
 
Algumas tendências foram identificadas no homem moderno, após pesquisas realizadas, segundo Felipe Zobaran Diretor do Núcleo Homem da Editora Abril – podemos observar uma mudança no comportamento do público masculino em relação a:
A atuação do homem nas tarefas do lar, a liberdade emocional, maior consumo nos itens de cuidados pessoais, a preocupação com o bem-estar, etc.
As tendências mostram que atualmente eles assumem responsabilidades e funções que antes eram de exclusividade feminina, são intelectualmente ativos e buscam qualidade de vida.
A beleza está passando a ser vista não somente como exclusividade das mulheres, mas cada vez mais vemos a presença masculina nos salões de beleza e clinicas de estética de todo o mundo. Eles se preocupam com a pele, com o cabelo e até mesmo com as unhas.
E para atendê-los de forma diferenciada, as clinicas de estéticas e seus profissionais adequaram seus tratamentos, buscando conhecimento para trazer o que há melhor no mercado para satisfação do público masculino.
 
 
Sobre a pele masculina – diferenças
 
Estética masculina 2

Enquanto a pele feminina tende a mudar após eventos importantes como gravidez e menopausa, a pele do homem envelhece linearmente através do tempo. Isso resulta em menos elasticidade e uma pele mais seca ao longo dos anos. Devido diferenças hormonais a pele fica mais espessa, oleosa e com maior quantidade de pelos.
O grau de envelhecimento da pele depende de fatores intrínsecos como o código genético e o relógio biológico de cada um, mas também depende de fatores extrínsecos ou estilo de vida que podem acelerar o processo de degradação da pele como fumo, bebida alcoólica, exposição solar, falta de sono e estresse, gerando assim o envelhecimento precoce da pele.
 
 
O processo de barbear
 
Estética masculina 3
 
O processo de barbear é normalmente traumático para pele, é preciso observar que existem diferente tipos de lâminas, que podem ser direcionadas de acordo com cada tipo de pele e também do pelo, evitando assim processos inflamatórios como a foliculite, que deixa a pele irritada e marcada.
Após a retirada dos pelos e preciso hidratar e acalmar a pele com o uso de produtos adequados pós-barba que cumpre essas funções, além de evitar o ressecamento possuem ingredientes que reduzem a irritação causada pela lâmina e refrescam a pele.
E para aqueles que gostam de manter a barba, e preciso cuidados especiais para aparar e manter os pelos hidratados e macios.
Os recursos estéticos que podemos destacar nos cuidados da pele masculina são produtos dermocosméticos de alta tecnologia no tratamento e prevenção do envelhecimento da pele, peelings, laser, vacuoterapia, radiofrequência, etc.
 
 
Calvície
 
Estética masculina 4

Uma outra situação que acomete mais o público masculino, é a queda de cabelos, gerando a famosa calvície, atualmente o mercado estético cresceu muito nesta área, e muitos estudos clínicos e científicos, comprovam a eficácia de tratamentos como microagulhamento, laser de baixa intensidade, vácuo e endermologia, cosmetologia aplicada, enfim... muitas opções e combinações de técnicas favorecem os resultados.
Clinicas com profissionais especializados oferecem sempre tecnologias diferenciadas para garantir o sucesso do seu tratamento.
 
 

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
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Tendência do mercado - Realidade da Estética Avançada - Habilidade dos profissionais da área para análise diferenciada das disfunções inestéticas.

Personalização dos tratamentos estéticos

Se voltarmos um pouco no tempo, vamos nos dar conta do quanto conseguimos evoluir dentro da área da estética. Há poucos anos atrás existia uma defasagem no Brasil com relação às tecnologias que são oferecidas mundialmente. Mas isto mudou muito, agora devido ao grande avanço da internet, temos acesso às novidades que chegam com apenas um "clique" e daí ficamos informados e temos acesso a tudo que acontece no mundo da beleza.  Temos como exemplo os tratamentos atuais a base de lasers modernos, radiofrequência, ultrassom de alta potência e os dermocosméticos que atualmente usam substâncias tecnológicas como células tronco de origem vegetal, fatores de crescimento, hidratantes de alta performance na regulação do fluxo de água na pele, agentes redutores de precisão, e muito mais.

Com estes avanços,  os profissionais da estética que trabalham a favor da beleza, devem se atualizar constantemente  em cursos e congressos nacionais e internacionais, ler e assinar revistas,  consultar sites especializados, para poder utilizar de forma otimizada os mais novos recursos tecnológicos , além de buscar o conhecimento adequado da pele para desenvolver protocolos específicos de acordo com as expectativas e necessidades de cada pessoa. Quando queremos tratar nossa pele, é muito importante saber se o profissional tem habilidades e conhecimento suficiente para propor o tratamento ideal para obter os resultados desejados.

Estamos vivendo na era da individualização, é fato que atualmente os consumidores de forma geral, procuram se diferenciar um dos outros, fugindo da padronização, divulgando publicamente sua personalidade e buscando sempre, e muito bem informado, aquilo que melhor atende suas necessidades. Dentro deste quadro é necessário que os protocolos prescritos sejam baseados no mapeamento das disfunções de cada indivíduo, como também na prevenção e amenização destas disfunções que são geradas no desencadear do envelhecimento da pele.

Bem, com tanta tecnologia e informação a disposição de todos, como fazer as escolhas certas já que o mercado oferece tantas opções?  Como saber se o tratamento oferecido foi baseado na análise de forma individual?

A grande diferença está no profissional que conduz e orienta o melhor caminho para o tratamento e adéqua a rotina do cliente para buscar resultados mais satisfatórios. Atualmente os clientes são muito participativos e questionadores e muitas vezes chegam com todas as informações na ponta da língua. Porém, precisamos compreender que somente quem detém o conhecimento pode fazer toda a diferença nas escolhas dos tratamentos. É responsabilidade do  profissional saber como dosar adequadamente os produtos  e a intensidade dos equipamentos conforme a necessidade de cada pessoa, isto é fundamental para os resultados , e com saúde não se brinca, cada individuo possui uma genética e tolerâncias diferentes  e cada profissional tem estar habilitado para fazer as avaliações de forma personalizada para direcionar sempre as melhores tecnologias em prol de resultados, afinal este é o objetivo, conseguir resultados satisfatórios , com prazos curtos e de forma segura, fazendo o diferencial de mercado.

Por meio de uma anamnese bem elaborada, pode-se dosificar a quantidade de ativos necessários e controlar as intensidades dos equipamentos utilizados, a cada situação proposta, podendo ser alterada no percurso do tratamento conforme os resultados obtidos.  Podemos então dizer que saímos da era dos protocolos generalizados para protocolos personalizados baseados no conhecimento e na valorização das diferenças e conduzindo para resultados mais efetivos em cada caso. Nada mais coerente, já que cada ser humano apresenta necessidades e respostas determinadas de acordo com seu estilo de vida e sua genética.

Diante deste cenário e da incessante busca da beleza e da pele perfeita, é importante que os profissionais estejam sempre em constante atualização para atender a expectativa dos consumidores, com inovação e credibilidade científica.

Temos sim, de valorizar o ser humano de forma única. Afinal não há ninguém com uma pele igual a outra! Inove, crie um diferencial dentro de um mercado tão concorrido!
 

sandra costa

Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Texto por: Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira

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A osteonecrose dos maxilares é uma complicação oral cada vez mais frequente nos dias atuais, devido ao crescente uso de medicações antirreabsortivas, como os bisfosfonatos e Denosumab. Para tratamento dessa complicação, muitas terapias têm sido propostas, sendo a cirurgia uma das mais resolutivas, associada a outras terapias de controle de infecção, como antibioticoterapia e terapia fotodinâmica antimicrobiana, por exemplo. Porém, um dos grandes desafios do cirurgião dentista, ao realizar uma cirurgia para remoção desse osso necrótico é justamente ter a certeza de que está removendo todo o osso afetado, já que ao remover menos do que o necessário haverá muita chance de recidiva e se remover em excesso pode comprometer o osso remanescente, fragilizando-o e levando ao risco de  fratura.

Um parâmetro muito comum utilizado para avaliar a viabilidade óssea em cirurgias orais é verificar o sangramento do osso. Entretanto, quando estamos falando de osteonecrose provocada por medicamentos, esse recurso pode falhar, pois estudos histológicos mostram que o sangramento ósseo nem sempre se correlaciona com vitalidade óssea em toda a extensão avaliada, o que torna muito difícil delimitar as margens cirúrgicas livres de necrose. Com isso, não é incomum que, mesmo cirurgiões mais experientes, ao realizarem uma cirurgia para remoção de osso necrótico em pacientes com osteonecrose por bisfosfonato acabem por não remover todo o osso afetado, comprometendo assim o resultado do tratamento.

Para nos auxiliar nesse ponto, temos utilizado uma técnica que muito tem nos ajudado a distinguir o osso necrótico do osso vital: a fluorescência. Alguns antibióticos, como a tetraciclina e seus derivados (especialmente a Doxiciclina) têm propriedades fluorescentes e, quando administrados por um período de tempo antes do procedimento cirúrgico, incorporam-se ao osso, fazendo com que ele se apresente com uma coloração verde fluorescente, mediante o uso de uma luz de comprimento de onda em torno de 525 a 540 nm. Assim, com o uso dessa luz específica, o osso viável apresentará uma fluorescência verde brilhante no momento da cirurgia, sendo bastante diferente do osso necrótico, que não apresentará fluorescência ou apresentará somente uma fluorescência bem opaca, apagada. Com isso, utilizamos o Evince da MMO para distinguir o osso vital do osso necrótico, removendo totalmente o osso não vital, sem, no entanto, remover osso com vitalidade, preservando o remanescente ósseo saudável. Alguns artigos mostram que o osso possui uma autofluorescência e que equipamentos como o Evince podem facilmente identificar essa diferença entre vitalidade óssea e osso necrótico, sem a necessidade da utilização de antibióticos derivados de tetraciclina. Mas, ao introduzirmos a Doxiciclina, nesse caso de osteonecrose dos maxilares, estamos utilizando tanto as propriedades antimicrobianas do antibiótico, devido à sua grande afinidade pelo cálcio e, portanto, alta incorporação óssea, quanto a sua capacidade de fluorescência, o que torna a terapia ainda mais eficiente.

A técnica da fluorescência já é usada para outros fins na odontologia, como por exemplo no diagnóstico de lesões orais e diferenciação de lesões pré-malignas, sendo muito fácil de usar. Novos estudos precisam ser feitos a fim de otimizar a técnica e protocolar sua utilização, mas o uso da fluorescência tem se mostrado uma importante ferramenta em cirurgias de osteonecrose dos maxilares provocada por medicamentos.

Caso clínico realizado por Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira em paciente que fez uso de bisfosfonato endovenoso e apresentou osteonecrose em rebordo mandibular após trauma por prótese total.

fluorescência LETICIA LANG 01 01

Foto 1 – osteonecrose provocada por bisfosfonato, em rebordo mandibular | Foto 2 – uso do Evince mostrando o osso necrótico com uma fluorescência pálida, avermelhada, indicando a presença de bactérias | Foto 3 – após remoção do osso necrótico, o Evince mostra que todo osso necrótico foi removido, apresentando uma fluorescência verde bem brilhante

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Referências Bibliográficas:

Treatment of Medication-Related Osteonecrosis of the Jaw, Christoph Pautke in: Medication-Related Osteonecrosis of the Jaws: Bisphosphonates, Denosumab, and New Agents, Sven Otto, 2015, Springer.

Pautke C, Vogt S, Kreutzer K, Haczek C, Wexel G, Kolk A, et al. Characterization of eight different tetracyclines: advances in fluorescence bone labeling. J Anat. 2010;217(1):76–82.

Assaf AT, Zrnc TA, Riecke B, Wikner J, Zustin J, Friedrich RE, et al. Intraoperative efficiency of fluorescence imaging by Visually Enhanced Lesion Scope (VELscope) in patients with bisphosphonate related osteonecrosis of the jaw (BRONJ). J Craniomaxillofac Surg. 2013;4.

Otto S, Baumann S, Ehrenfeld M, Pautke C. Successful surgical management of osteonecrosis of the jaw due to RANK-ligand inhibitor treatment using fl uorescence guided bone resection. J Craniomaxillofac Surg. 2013;41(7):694–8.

Ristow O, Pautke C. Auto-fluorescence of the bone and its use for delineation of bone necrosis – a technical note. Int J Oral Maxillofac Surg (2014).



 

Texto por: Ana Carolina Urbaczek*; Rosimeire Fernandes da Matta**; Rosane de F. Z. Lizarelli***

 

A Laserterapia é uma tecnologia que tem cada vez mais apresentado um crescimento significativo em diversas áreas médicas, para tratamento de inúmeros problemas, e também na área da estética. As propriedades terapêuticas dos LEDs e LASERs de baixa intensidade, aliadas à segurança do tratamento, são os principais responsáveis por esse crescimento (LIZARELLI, 2005; HAMBLIN, 2017; LIZARELLI, 2018).

No campo terapêutico, vários estudos demonstram que a utilização do LASER de baixa intensidade pode acelerar a cicatrização de feridas, e minimizar os prejuízos secundários a sua presença. Os efeitos primários (bioquímicos, bioelétricos e bioenergéticos) do tratamento com LASER de baixa intensidade, atuam a nível celular promovendo aumento do metabolismo, aumento da proliferação, maturação e locomoção de fibroblastos e linfócitos, intensificação da reabsorção de fibrina, aumento da quantidade de tecido de granulação e diminuição da liberação de mediadores inflamatórios, acelerando assim o processo de cicatrização e permitindo que o paciente retorne mais rápido às suas atividades de rotina (BOURGUIGNON-FILHO et al., 2005; DEMIR et al., 2004; ENWEMEKA et al., 2004).

A Parestesia é um distúrbio neuro sensitivo causado por uma lesão no tecido neural que causa distúrbios na sensibilidade nas regiões inervadas pelo nervo afetado. Frequentemente se associam à insensibilidade local um certo grau de dor e desconforto, mas principalmente à sensação de “formigamento”. Geralmente é decorrente de fatores como complicações de cirurgias odontológicas, fraturas, bloqueios anestésicos, lesões, traumas, entre outros (PRADO, 2004; LIZARELLI, 2018).

Recentemente, a Laserterapia vem sendo utilizada em casos de transtornos neurossensoriais, como é a parestesia (LIZARELLI, 2018). A irradiação da região com LASER de baixa intensidade visa a reparação das fibras nervosas periféricas e a restituição da função neuronal, propiciando a recuperação sensitiva. A regeneração nervosa se dá pela proliferação das células de Schwann, células essas que formam a bainha de mielina no sistema nervoso periférico, que correspondem às colunas celulares compactas que servem de guia para os axônios que vão se formar posteriormente. Toda essa regeneração nervosa requer grande quantidade de energia, e o LASER durante a laserterapia estimula as mitocôndrias para essa produção de energia (aumento do metabolismo energético) necessária. Além disso, o LASER de baixa intensidade aumenta a amplitude do potencial de ação das células nervosas acelerando a regeneração destas, estimulando assim a função neurosensorial (PRADO, 2004; MANDELBAUM-LIVNAT et al., 2016).

Assim, o LASER de baixa intensidade atua terapeuticamente nos sistemas biológicos, promovendo analgesia temporária, regulação do processo inflamatório, ou na biomodulação das respostas celulares. Pelo fato de que a aplicação de doses com o comprimento de onda adequado pode-se estimular o metabolismo celular, aumentar a microcirculação local e acelerar a velocidade de cicatrização, restabelecendo-se o equilíbrio fisiológico.

No caso apresentado a seguir, o paciente sofreu um acidente ao cair de uma bicicleta e apresentava dor, edema, hematomas e lesões na pele. Dois dias depois iniciou-se a laserterapia para tratamento das lesões utilizando-se o Aparelho Vênus – MMOptics (São Carlos, SP, Brasil). A sessão foi iniciada irradiando-se os principais linfonodos da face e pescoço (pré-auricular, submentoniano, submandibular, supraclavicular) com LASER infravermelho (808nm) 6J (30 segundos) por grupo de linfonodos. Em seguida, os locais de hematoma e dor foram irradiados com LASER infravermelho (808nm) sob parâmetro de 12J de energia total (60 segundos de tempo de irradiação) por área (8,9cm² – área da ponta acrílica do “cluster” do equipamento Vênus), com exceção dos hematomas da pálpebra superior onde neste local utilizou-se o LED âmbar no “Modo Vital”. Os locais de ferimento foram irradiados com o LASER vermelho (660nm) sob parâmetro de 10J de energia total (50 segundos de tempo de irradiação) por área (8,9cm² – área da ponta acrílica do “cluster” do equipamento Vênus). Além disso, durante a laserterapia local, o paciente recebeu tratamento com a terapia ILIB transcutâneo na artéria radial (ILIB TC AR) do pulso esquerdo por 30 minutos (180J), modo iL1 (Recover, MMOptics).

Na figura 1 observa-se a evolução do tratamento após 3 aplicações com intervalos de 48h. Observa-se que ao final do tratamento, não houve formação de cicatrizes no tecido que havia sido lesionado, sendo esta uma das vantagens da fotobiomodulação da cicatrização.

 

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Figura 1: Evolução do tratamento com laserterapia para recuperação das lesões, edema e dor, após 3 aplicações de LASER e LED.

 

Após a cicatrização das lesões superficiais o paciente passou a referir falta de sensibilidade na metade do lábio superior e logo abaixo do maxilar. Foram então realizadas 2 sessões utilizando-se o aparelho Laser Duo – MMOptics (São Carlos, SP, Brasil) com intervalo de 48h entre cada sessão. Foram irradiadas as ramificações dos nervos infra-orbitário e alveolar superior (figura 2), com LASER infravermelho (808nm), sendo os dois pontos com energia total de 90J (15 minutos parado) cada um, sendo um em contato com a mucosa gengival no local anatômico referente à fossa canina - ramo do nervo alveolar superior, e outro ponto extra-oral – forame infra-orbitário, em contato com a pele.

 

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Figura 2: (A) Região onde o paciente relatava falta de sensibilidade, nos pontos vermelhos havia referência de leve dor. (B) ramos dos nervos possivelmente atingidos com o trauma e correlacionados com a região de desconforto referida pelo paciente. (C) aplicação de LASER infravermelho (808nm) 90J (15 minutos parado) no ramo do nervo infraorbitário. (D) aplicação de LASER infravermelho (808nm) 90J (15 minutos parado) no ramo do nervo alveolar superior.

 

Após a primeira sessão o paciente relatou melhora na sensação dolorosa e recuperação da sensibilidade na região. Após 48h foi realizada a segunda sessão e depois de alguns dias o paciente relatou plena recuperação da sensibilidade.

Desta forma, a Fotobiomodulação com LASER em Baixa Intensidade tem se mostrado uma importante terapia coadjuvante na recuperação de pacientes submetidos a traumas acidentais. Conclui-se assim que a laserterapia é uma alternativa de tratamento eficaz para o tratamento de lesões superficiais da pele / feridas e de casos de distúrbios neurossensitivos / parestesias. O seu mecanismo de ação cicatrizador restaura o tecido cutâneo e a função neural, sendo vantajoso por não ser um método doloroso nem tampouco traumático e minimiza a formação de cicatrizes. A rápida recuperação do paciente comprova que quanto antes for iniciado o tratamento com LASER após o trauma nervoso, melhor torna-se o prognóstico de recuperação da sensibilidade.

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Autoras:

*Ana Carolina Urbaczek - Biomédica Esteta, PhD em Biociências e Biotecnologia Aplicadas à Farmácia pela UNESP, colaboradora do Instituto de Física de São Carlos – IFSC-USP e colaboradora do Instituto de Pesquisa e Ensino em Biofotônica - IPEB.

** Rosimeire Fernandes da Matta - Bióloga e Esteticista, Docente de Biofotônica Capilar e Corporal no IPEB.

*** Rosane de F. Z. Lizarelli - Cirurgiã-Dentista, Pesquisadora na área de Biofotônica desde 1994 pela USP; PhD em Biofotônica pelo IFSC-USP, Sócia-Diretora do IPEB; e, Consultora Científica da MMOptics.

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Referências Bibliográficas:

BOURGUIGNON-FILHO, A. M. et al. Utilização do laser no processo de cicatrização tecidual: revisão de literatura. Revista Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Maxilo-facial, v. 46, n. 1, p. 37-43, 2005.

DEMIR, H.; BALAY, H.; KIRNAP, M. A. Comparative study of the effects of electrical stimulation and laser treatment on experimental ound healing in rats. Journal of Rehabilitation Research and evelopment, v. 41, n. 2, p. 147–54, 2004.

ENWEMEKA, C. S.; PARKER, J. C.; DOWDY, D. S.; HARKNESS, E. E.; SANFORD, L. E.; WOODRUFF, L. D. The eficacy of low-power laser in tissue repair and pain control: a metaánalysis study. Photomed Laser surg, v. 22, n. 4, p. 323-9, 2004.

HAMBLIN, M. R. Mechanisms and applications of the anti-inflammatory effect of photobiomodulation. AIMS Biophys., v. 4. n. 3, p. 337-361, 2017.

LIZARELLI, R. F. Z. Protocolos Clínicos Odontológicos - Uso do laser de baixa intensidade - 2a. Edição. 2. ed. São Carlos: Bons Negócios, 2005. v. 1. 90p.

LIZARELLI, R. F. Z. Reabilitação Biofotônica Orofacial. 1. ed. São Carlos: Compacta, 2018. v. 1. 400p.

MANDELBAUM-LIVNAT, M. M. et al. Photomedicine and Laser Surgery, v. 34, n. 12, p. 638-645, 2016.

PRADO, M. M. B. Estudo sobre a parestesia do nervo alveolar inferior pós-cirurgias de terceiros molares inferiores. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Faculdade de Odontologia de São Paulo, Universidade de São Paulo, 2004. 43p.

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O atual cenário brasileiro ilustra o mercado de fisioterapia saturado. Assim sendo, uma solução para alcançar destaque, é ser um profissional diferenciado.

Para tal, é necessária constante atualização e a utilização de equipamentos inovadores, de ponta.

O novo queridinho dos fisioterapeutas é o equipamento Vacum Laser, que associa a terapia fotodinâmica à pressão negativa. Este equipamento é indicado para recuperação muscular, dor crônica, fibromialgia, dorsalgia, disfunção temporomandibular, osteoartrose, osteoartrite, epicondilite, bursite, síndrome do túnel do carpo, mielomeningocele, entre outras patologias.

O equipamento possui três lasers vermelhos e três infravermelhos, que atingem menores e maiores profundidades de penetração, respectivamente. Dessa forma, atuará nos efeitos anti-inflamatório, cicatricial, circulatório e analgésico, visto que estimula a liberação de histamina, serotonina e prostaglandina, inibe bradicinina, estimula a produção de ATP, matriz colagenosa e tecido de granulação, melhora a troficidade tissular, aumenta o fluxo sanguíneo local e diminui o processo inflamatório, dor e edema.

O vácuo, por sua vez, trabalha por sucção sobre a pele, baseada na associação da aplicação de pressão negativa do vácuo com a pressão positiva do sangue, alcançando tecidos mais profundos. Isso resulta em um efeito drenagem e mobilizador de tecido adiposo, uma vez que aumenta o aporte sanguíneo e de nutrientes, mobiliza e ativa o metabolismo das células adiposas, facilita a circulação linfática e massageia o tecido conjuntivo.

A união da vacuoterapia e da laserterapia, em um único aparelho, soma para a prática clínica e contribui para atingir melhores resultados.

Para disfunções em ombro, cotovelo, mão, punho, joelho, coluna e articulação coxofemoral, por exemplo, utiliza-se ambos os comprimentos de onda (vermelho e infravermelho), modo contínuo e pressão entre -100 e -400mmHg.

A possibilidade de combinar duas terapias bem embasadas na literatura, como a vacuoterapia (estímulo mecânico) e a laser terapia (estímulo fotônico), abre uma gama de indicações clínicas para o fisioterapeuta. Esse procedimento é um adicional que pode fazer a diferença no sucesso do tratamento, oferecendo mais conforto e proporcionando um aspecto tecnológico que chama a atenção e agrega valor ao trabalho.

NATALIA

Ms. Natália Oiring de Castro Cezar

Gerontóloga e Fisioterapeuta

Doutoranda em Fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos

Em todo o mundo, o uso da toxina botulínica tem se tornado cada vez mais frequente entre pacientes de ambos os sexos e de idades variadas. A toxina tem sido utilizada para fins terapêuticos em casos de bruxismo, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, rigidez muscular, hiperidrose, bexiga hiperativa e dor de cabeça crônica.  Mas atualmente o maior uso é o estético como forma de driblar a passagem do tempo. Neste conceito, é indicada para a prevenção do aparecimento de rugas estáticas e no tratamento de rugas dinâmicas, amenizando e retardando alguns aspectos do envelhecimento facial.

Isto ocorre porque a toxina botulínica atua na junção neuromuscular produzindo uma desnervação química reversível, que leva à uma degeneração axonal distal, porém, transitória sobre o funcionamento da placa motora. O efeito produzido é o relaxamento muscular temporário, causando o desaparecimento das rugas finas e atenuação das mais profundas. Porém, a recuperação da função muscular acontece depois de algumas semanas ou mesmo meses, devido à rápida formação de novas junções neuromusculares.

Entretanto, algumas aplicações podem resultar em reações adversas e intercorrências como: edema local, olho e boca secos, cefaléia, sensação de peso local, elevação excessiva da cauda do supercílio, assimetrias, paralisação indesejada de alguns músculos e a mais temida das intercorrências, a ptose palpebral.

Atualmente a tecnologia fornece alguns recursos que permitem a reversão destas intercorrências em poucas sessões. Dentre eles, os Lasers vermelho e infravermelho, que promovem o rebrotamento nervoso (crescimento de brotamentos axonais laterais) e o reestabelecimento das proteínas de fusão, ocorrendo assim, a recuperação da junção neuromuscular com a restauração do tônus muscular, como podemos observar na figura 1.

 

figura 1

Figura 1: (A) Fase de rebrotamento. (B) Fase do reestabelecimento. Fonte: www.fisioon.com.br

 

Além disso, a fotobiomodulação também é capaz de promover um aumento na vascularização, na produção de ATP e dos potenciais de ação das células musculares, que colaboram diretamente com o processo de reversão da intercorrência.

Na figura 2, apresentamos um caso de assimetria do lábio causada por intercorrência de aplicação de toxina botulínica no músculo orbicular da boca, na tentativa de correção das rugas conhecidas como “códigos de barras”. Após 3 sessões de aplicação dos Lasers vermelho (660nm) e infravermelho (808nm), irradiados separadamente, observamos a recuperação total da simetria.

 

 figura 2

Figura 2: Caso de intercorrência com toxina botulínica causando assimetria dos lábios e total reversão após 3 sessões de aplicação dos Lasers vermelho (660nm) e infravermelho (808nm) a cada 48h.

 

Desta forma, para correção das intercorrências com toxina botulínica deve-se aplicar o Laser sobre o músculo afetado pela toxina, estimulando o rebrotamento e o reestabelecimento da junção neuromuscular. Entretanto, devemos destacar ainda que, a ação do Laser mesmo que local, pode atuar nos músculos adjacentes à área irradiada causando diminuição do tempo de efeito da toxina botulínica.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARRUTHERS, A.; Carruthers, J. Botulinum Toxin: Procedures in Cosmetic Dermatology. 3.ed, Londres: Saunders Elsevier, 2013.

DAYAN, S. H. Complications from toxins and fillers in the dermatology clinic: recognition, prevention, and treatment. Facial Plast Surg Clin North Am. 2013 Nov; v. 21, n.4, p. 663-73, 2013.

LIZARELLI, R. F. Z. Reabilitação Biofotônica Orofacial – Fundamentos e Protocolos Clínicos. 1.ed, São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2018.

MENEZES, P.F.C. Aplicação da Luz na Dermatologia Estética. 2ª. Ed. São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2018.

SORENSEN, E. P.; URMAN, C. Cosmetic complications: rare and serious events following botulinum toxin and soft tissue filler administration. Journal of drugs in dermatology: JDD, v. 14, n. 5, p. 486-491, 2015.

ana urbazeck

Drª Ana Carolina Urbaczek

Colaboradora da Pós-Graduação em Biofotônica Estética do Instituto de Pesquisa e Ensino em Biofotônica - IPEB. Colaboradora do IFSC-USP. Mestre e Doutora pela Universidade Estadual Paulista - UNESP e Pós-doutora pela Universidade de São Paulo - USP. Especialista em Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura Estética. Experiência em pesquisa e desenvolvimento nas áreas biomédicas. Atuação clínica em estética avançada e terapias alternativas.

 

O uso da luz não é novidade na história da humanidade. Desde a pré-história é utilizada como forma de terapia. Na Grécia antiga o banho de sol era usado para tratar e curar doenças. Mais tarde, foram considerados os efeitos bactericidas da luz solar (UV), dando início a utilização da luz como forma de terapia: fototerapia.

Atualmente, a fototerapia pode ser feita através de equipamentos com dispositivos com LASERS e LEDs.

A interação da luz com a nossa pele, acontece através de moléculas fotorreceptoras chamadas cromóforos que absorvem a luz e a transforma em energia para nossas células,  estimulando o metabolismo e induzindo a reações químicas,  que dão  origem a uma cascata de respostas celulares, promovendo benefícios na pele que vão desde a hidratação superficial, aumento da produção de colágeno até o controle dos processos inflamatórios.

• LASER significa: Light Amplification Stimulation Emission Radiation. (Amplificação de luz por emissão estimulada da irradiação)

• LED significa: Luz emitida por diodo. 

A diferença entre os LED’s e o LASER de baixa potência está na formação da luz. O laser está contido dentro de uma cavidade óptica, e emite feixes de luz coerentes e colimados (pontual). No caso dos LED’s não existe esta cavidade óptica, a emissão da luz não é coerente e colimada, mas produz uma onda eletromagnética próxima do laser, sendo assim tem resultados semelhantes ao laser!

Para a estética ambos têm uma aplicabilidade muito grande para atender as mais variadas disfunções da pele, como: Limpeza de pele, rejuvenescimento, acne, gordura localizada e celulite, pós-operatório, clareamento da pele, microagulhamento, e muito mais... 

Não há dúvidas sobre os efeitos positivos da luz nos tratamentos estéticos, muitos estudos científicos dão embasamento nos mais diversos protocolos, principalmente comprovando a excelente ação terapêutica na produção de colágeno, melhora da circulação sanguínea e linfática, promovendo a estimulação de celular, resultando em vários benéficos para pele, sendo que o uso do laser se torna um grande diferencial do profissional estético.

As luzes mais comuns que utilizamos são:

Luz Azul: Atua somente na epiderme (pele superficial), tendo função bactericida e fungicida, ela é bem aplicada por exemplo no tratamento da acne, sendo também muito usada para hidratação e coadjuvante no clareamento e limpeza da pele.

Luz Vermelha: Atua na camada intermediária da pele, elevando o nível de energia celular ativando células importantes como o fibroblasto responsável pela firmeza da pele. Melhora a circulação, oxigenação e nutrição da pele. 

Luz infravermelha: Atua nas camadas mais profundas da pele, promove ativação dos fibroblastos, também células de defesa   modulando processos inflamatórios e analgesia temporária. Também pode ser usada para reduzir edemas. 

Luz Laranja/Âmbar: Atua na camada intermediaria da pele, sendo absorvida por ribossomos presentes na célula, aumenta o metabolismo, o que leva à maior produção de colágeno e espessamento das fibras colágenas, o que torna a pele muito mais firme, elástica e densa…..notoriamente mais rejuvenescida.

A fototerapia é um tratamento coadjuvante aos tratamentos estéticos, e de modo geral ela mostra-se sobretudo, como uma excelente aliada a ser usada antes de outros tratamentos estéticos, porque potencializa os resultados, gerando uma satisfação ainda maior no cliente.

Cada dia mais os consumidores estão atentos e exigentes aos procedimentos oferecidos nas clínicas da estética, este mercado está em pleno crescimento. A busca tem sido incansável por resultados mais rápidos e efetivos. O uso da fototerapia, essa ferramenta de tecnologia avançada, torna profissionais qualificados em destaque, visto que obtém resultados mais satisfatórios e ganham a lealdade de clientes que se tornam muito mais satisfeitos. 

 

Sandra Costa

Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing

Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal. Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Consultora Técnica Ellementti Dermocosméticos

Diretora Técnica Empresa Skin Health Produtos e Serviços.

A fisioterapia utiliza o laser para o tratamento de dor, inflamação, cicatrização e lesões músculo-esqueléticas. As propriedades do laser estão diretamente relacionadas com o seu comprimento de onda (nm), potência (mW), dose (J) e tempo aplicados (segundos).

No que tange ao reparo tecidual, o laser tem ação:

1. Anti-inflamatória: porque estimula a liberação de histamina e serotonina e inibe a formação de bradicinina.

2. Cicatricial: visto que estimula a produção de ATP e a matriz colagenosa, promove a produção de ácidos nucléicos, aumenta a divisão celular, melhora a troficidade tissular, favorece a liberação de fatores de crescimento dos fibroblastos, aumenta o tecido de granulação e as fibras colágenas, neoformação de vasos sanguíneos, intensifica a reabsorção de fibrina e colágeno e, a partir de mediadores químicos, proporciona estímulo da microcirculação. 

O laser Recover da MM Optics tem sido amplamente utilizado por profissionais da saúde para diversos efeitos terapêuticos, dentre eles, para a cicatrização de feridas. Tem fácil manuseio, é leve, pequeno, portátil e recarregável a bateria (autonomia de 4 horas de uso).

 

No caso de úlceras diabéticas e varicosas, recomenda-se como protocolo neste aparelho, para esta patologia, o laser vermelho (660nm), com potência de 100mW e energia de 1 a 2J. No caso de queimaduras, recomenda-se o mesmo protocolo, entretanto, com energia entre 1 e 3J. Seja em úlceras ou queimaduras, sugerem-se duas aplicações semanais, em dias intercalados. Além disso, a aplicação deve ser feita pontualmente sobre a lesão (conforme ilustra a figura abaixo), em contato com a borda da lesão e sem contato com o centro da lesão, em forma de “varredura”, ou seja, toda a área do centro da úlcera deve ser tratado pontualmente, com distância de aproximadamente 0,5 cm. É importante salientar que o profissional e o paciente deverão fazer uso de óculos de proteção específico (como exibidos na imagem abaixo – acompanham o equipamento Recover).

                  

Na literatura encontram-se inúmeros trabalhos que fizeram uso do equipamento Recover para esta finalidade com outros parâmetros que também obtiveram êxito. 

Além disso, também há um manuscrito interessante que utilizou este equipamento para cicatrização após cirurgia bariátrica, que obtiveram diminuição da temperatura da ferida, maior velocidade no processo inflamatório, melhor cicatrização e redução da dor (Ojea et al., 2016). 

Recover também foi utilizado para a inativação fotodinâmica na cicatrização da Síndrome de Fournier e obteve inativação completa das bactérias Staphylococcus aureus e Clostridium perfrigens e inativação significativa da Escherichia coli (Pereira et al., 2018).

Referências:

Ojea AR, Madi O, Neto RM, Lima SE, Carvalho BT, Ojea MJ, Marcos RL, Silva FS, Zamuner SR, Chavantes MC. Beneficial Effects of Applying Low-Level Laser Therapy to Surgical Wounds After Bariatric Surgery. Photomed Laser Surg. 2016;34(11):580-584. Pereira NM, Feitosa LS, Navarro RS, Kozusny-Andreani DI, Carvalho NMP. Use of photodynamic inactivation for in vitro reduction of prevalent bacteria in Fournier’s Gangrene. Int Braz J Urol. 2018;44(1):150-155. 

  
Ms. Natália Oiring de Castro Cezar 
Gerontóloga e Fisioterapeuta

Doutoranda em Fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos

Consultora Técnica MMO Equipamentos

 

Os tratamentos estéticos atuais demonstram muitos resultados positivos com as interações das ferramentas usadas, como eletroterapia, cosmético e orientação profissional, levando-se em conta que essas ferramentas para obter resultado devem ser combinadas de maneira inteligente e com o foco na fisiologia tecidual, tudo isso traz uma grande alquimia, diferenciando os profissionais de sucesso.

As ferramentas de agressões são inúmeras, mas é importante que se estimule o tecido, sem danificá-lo. A terapia de vácuo com incidência de luz, faz uma sinergia muito benéfica aos músculos, gorduras e pele, estimulando as fibras de sustentação, criando condição de reparo tecidual, propiciando a hidratação, tudo isso faz parte das etapas do rejuvenescimento.

O preparo da pele é importantíssimo para que a terapia de estímulo aconteça uniforme no tecido, os sabonetes com ácido, peeling químicos leves, peeling de diamante, são ótimos preparadores, descarregando toda sujidade, deixando a pele pronta para receber um sérum de ativos e um óleo vegetal adequado para deslizar a manopla.

No facial, usamos a manopla menor com o modo pulsado, assim tracionamos o tecido e incidimos fototerapia, causando um intumescimento celular, que traz água ao tecido, aporte nutricional e aumento da vascularização, criando uma condição de permeação de ativos. O resultado é o lifting facial, um efeito imediato, mas que repetido dentro de um número de sessões, leva a uma organização tecidual, aplanamento, nutrição e um resultado efetivo.

 

Protocolo: Vacum Laser  - Lifting facial

 

1- Higienizar a região com Espuma de ácido glicólico a 10%, massagear e remover com água

2- Fazer uso do peeling de diamante ou esfoliante físico (caso a pele for expeça)

3- Aplicar sérum ou ampolas com ativos alvos de rejuvenescimento, massagear até total absorção

4- Aplicar um óleo vegetal compatível com o tipo de pele

 

Programação do Vacum Laser

 

- Modo: Pulsado/ MP8/ 20 min/ comprimento 660 nm e 808 mn/ pressão mínima 50mbar a 120 mbar

- Comece estimulando o sistema linfático 30 seg por ponto/ 3 min de cada lado, levando sentido pescoço 

- No sentido muscular acompanhe o ritmo do pulsar do equipamento, movimentando a manopla sentido origem e inserção muscular (ascendente), 5 min de cada lado

- Nos pontos de gordura a serem trabalhados, pare a manopla e incida luz 1 min para estimular a gordura (ex: região mento)

- Com papel toalha ou gaze, retire o excesso de óleo e finalize com filtro solar.

 

Número de sessões: 1ª Sessão 

caso clinico

 

 

Profa. Cecília Manoel

Esteticista e Cosmetóloga

NEW SKIN 02

O envelhecimento da pele é um processo biológico natural e progressivo, e pode ter seus efeitos exacerbados devido a fatores externos como exposição solar, maus hábitos alimentares, fumo, falta de cuidados diários com a higienização da pele, entre outros.


Os sinais de envelhecimento aparentes são consequências do comprometimento celular gerando modificações estruturais, levando a diminuição de fibras de sustentação tornando o colágeno rígido e a elastina sem capacidade elástica. Também ocorre a diminuição de água na pele devido redução do fluxo e capacidade de armazenamento. Tais modificações ocasionam o ressecamento, perda de tônus, flacidez, alterações vasculares, e, rugas profundas.


O pescoço e colo sempre denunciam o grau de envelhecimento e, infelizmente essas áreas não ganham a merecida atenção, e isso deveria ser de grande preocupação já que essa região é considerada um símbolo de feminilidade e sensualidade. Então, atualmente há no mercado princípios ativos que protegem, previnem e revertem os sinais do envelhecimento da pele e os profissionais podem associar vários recursos da eletroterapia para potencializar os resultados da revitalização.


Fisiologicamente essas áreas ficam mais desidratadas porque possuem poucas glândulas sebáceas distribuídas, o que dificulta a hidratação natural adequada. Ficam mais expostas as agressões ambientais, agressões físicas, sendo esses membros os primeiros a se desgastar com o tempo e deixar aparente rugas, linhas de expressão e manchas.


Um dos recursos mais atuais no mercado é o eletrocautério, com a proposta de peeling elétrico, remoção de manchas senis e redução das linhas da mimica com melhora da flacidez.


Para a técnica, temos o equipamento New Skin, que através de corrente elétrica alternada, promove a remoção superficial da pele, estimulando a formação de novo tecido, além de estimular a circulação sanguínea, melhorando a nutrição e oxigenação da pele. Neste caso a associação com dermocosméticos hidratantes, revitalizantes e clareadores.

A combinação de ponteiras ajudam a otimizar o trabalho, aumentando os resultados

Protocolo e Caso Clínico

Eletrocautério – Manchas Senis e revitalização do região do colo

Descrição do protocolo, passo a passo:
1- Higienizar a região com fluido a base de clorexidina, remover com água.
2- Aplicar o anestésico se necessário
3- Escolher a ponteira e a intensidade a ser utilizada.
4- Realizar o Eletrocautério com movimentos leves e precisos.
5- Fazer Fototerapia.
6- Aplicar Dermocosméticos compatíveis com cada disfunção tratada.

Número de sessões: 1 sessão

Foto 1º dia do tratamento

1

Eletrocautério - Mancha Senil

 

 2

Eletrocautério - Mancha Senil - Dia seguinte

 

 3

Foto último dia do tratamento
Eletrocautério - Mancha Senil - Décimo dia

A avaliação da pele pelo profissional é um ponto fundamental para obter sucesso no tratamento.

sandra costa

Profª Sandra Costa
Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.
Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.
Consultora Técnica MMO Equipamentos.
Diretora Técnica Empresa Skin Health Produtos e Serviços.

 

 

Os lasers de diodo de alta potência (lasers cirúrgicos) promovem uma Vaporização Explosiva, interagem com a matéria e tecido biológico, através do mecanismo fototérmico, onde a luz, assim que absorvida pelo tecido-alvo, transforma-se em calor.

O tecido duro dental é poroso, isso significa que esse fenômeno até pode ocorrer, mas dentro dos poros particularmente nos contornos dos prismas. A pressão aumenta nos poros, devido à liberação de gases na sub-superfície, e pode exceder o estresse de fratura do material, podendo remover explosivamente partes do material.

Então, quando irradiamos tecido duro dental, é possível promover um “derretimento” controlado desse tecido, mudando sua estrutura molecular, tornando-a mais densa, compactada e resistente, quimicamente.

VILLALBA-MORENO et al (2007) combinaram a aplicação do verniz de flúor (Duraphat, Colgate-Palmolive Co, NY) e posterior irradiação com laser de diodo (809nm, 16Hz, 400mm, por 30 segundos). Seus resultados demonstraram que com potência de 5W ou 7W houve a incorporação aumentada de íons de flúor pelo esmalte, sem gerar trincas ou dano térmico ao tecido pulpar.

VITALE et al (2011) compararam, in vitro, a captação de íons de flúor (gel - Elmex gel, 12500 ppm F, Gaba Int. AG, Basel, Suiça) – na formação de flúorapatita, em esmalte sem tratamento (controle); apenas com aplicação do gel de flúor; flúor seguido de irradiação com laser de diodo de alta potência (809nm, 2W, 400mm, por 20 segundos); e, esmalte irradiado seguido da aplicação do gel de flúor. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos lasers, ou seja, tanto faz irradiar antes ou após a aplicação do gel de flúor, entretanto, os grupos lasers foram altamente diferentes, estatisticamente, sendo muito melhores para a captação de íons de flúor do que os grupos controle e somente com aplicação do gel de flúor.

Também GONZALEZ-RODRIGUEZ et al (2011) realizaram o mesmo estudo, mas comparadndo os lasers de CO2 (10.600nm) e de diodo cirúrgico (809nm), no modo pulsado 16Hz, por 15 segundos, variando a potência por pulso de 1, 2, 5 e 7W. O melhor resultado foi conseguido com a aplicação do gel de flúor (Elmex gel, 12500 ppm F, Gaba Int. AG, Basel, Suiça) seguido da irradiação com o laser de diodo cirúrgico sob 5W de potência, permitindo a formação de aglomerados de CaF2, sem gerar esfoliação (perda) de porções de esmalte irradiado (devido diminuição da resistência mecânica pelo aquecimento) ou trincas, como encontrado quando 7W de potência foi a escolha.

Diante desse resultado de interação óptica dessa faixa espectral (808-980nm), nos parece muito útil, clinicamente, o emprego de um laser operando em alta potência (laser cirúrgico) para tratar as “manchas brancas” e prevenir lesões cariosas, bem como para finalizar procedimentos periodontais e estéticos, tais como clareamento dental.

 

Nosso Protocolo com TW Surgical – MMO

Diante da comprovação científica dessa indicação do laser de diodo cirúrgico como instrumento útil para prevenção de lesões cariosas em esmalte, sugerimos o seguinte protocolo empregando o laser de diodo cirúrgico de alta potência TW Surgical (MMOptics, São Carlos, SP, Brasil):

  • Profilaxia,
  • Isolamento relativo;
  • Leitura óptica com Evince (MMO) para diagnóstico óptico em tempo real da estrutura superficial do esmalte;
  • Aplicação de gel ou verniz de flúor;
  • Irradiação com laser de diodo 808nm: 5W, 20Hz, 10% (0,5W de potência por pulso), largura de pulso de 5ms, por 10seg., fibra não-ativada.
  • Opcional: irradiar antes e aplicar o flúor depois.
Realizar, no máximo, 2 sessões, com 15 dias entre elas, totalizando 2 aplicações. E reavaliar a cada 6 meses.
 

Apresentação de Caso Clínico

Paciente B. G. S., 15 anos, solteira, estudante, procurou o atendimento para tratamentos de lesões brancas no esmalte. Foi feito o exame clínico (Fig. 1a) e leitura óptica com sistema de LED violeta (405+-10nm) para imagem de fluorescência em tempo real (Evince, MMO) (Fig. 1b), constatando a presença de lesões brancas que poderiam ser remineralizadas e outras que, provavelmente, atingiriam a cavitação ao serem irradiadas.

  imagem 0102           2

  a                                                               b

Figura 1 – Aspecto clínico inicial: Exame clínico (a) e biópsia óptica (b) com Evince (MMO)

Foi realizada uma sessão de Profilaxia e aplicação de verniz de flúor (fluoreto de sódio 5%), uma sessão de restauração da lesão branca, com cavitação, na face vestibular do elemento 24, e uma sessão de verniz de fluor (fluoreto de sódio 5%) com irradiação com laser de diodo cirúrgico (TW Surgical, MMO) nos parâmetros do protocolo acima sugerido (Fig. 2) e o resultado apresentou uma significativa melhora clínica, como pode ser constatada na figura 3.

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Figura 2 – Irradiação da superfície de esmalte com laser de diodo cirúrgico (TW Surgical, MMO), com a presença do verniz de fluoreto de sódio a 5%.

4       12

a                                                       b

Figura 3 – Aspecto clínico final: Exame clínico (a) e biópsia óptica (b) com Evince (MMO).

 

Conclusão

Sugerimos o emprego do laser de diodo cirúrgico sob o protocolo, aqui apresentado, para tratamento de lesões brancas em esmalte de dentes permanentes.

 

Referências bibliográficas

1 – VILLALBA-MORENO, J. et al. Increased fluoride uptake in human dental specimens treated with diode laser. Lasers Med Sci, v. 22, p. 137-142, 2007.

2 – VITALE, M. C. et al. Diode laser irradiation and fluoride uptake in human teeth. European Arch Paediatric Dentistry, v. 12, n. 2, 2011.

3 – GONZALEZ-RODRIGUES, A. et al. Comparison of effects of diode laser and CO2 laser on human teeth and their usefulness in topical fluoridation. Laser Med Sci, n. 26, p. 317-324, 2011.

 

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Profa. Dra. Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
PhD e Pesquisadora em Biofotônica – IFSC/USP

 

 

A HSDC (Hipersensibilidade Dentinária Cervical) é uma das enfermidades mais comuns nos nossos consultórios odontológicos. Pode surgir devido retração gengival por traumas ou fisiologicamente, expondo a superfície radicular, que, logo torna-se desnuda do cemento, tornando o tecido dentinário, muito permeável, vulnerável aos estímulos do meio bucal. Dessa forma, os tratamentos da HSDC visam desinflamação dos tecidos pulpares e periodontais, e também estímulo a deposição da dentina reacional, objetivos essenciais e, perfeitamente, atingidos pela Laserterapia.

A aplicação do laser de baixa intensidade para o tratamento da hipersensibilidade dentinária cervical é, em si, uma técnica muito simples. O mais importante é fazer um diagnóstico prévio preciso. É recomendável que o operador realize um exame clínico diferencial para que se tenha a certeza de que o tecido pulpar se encontra com uma inflamação reversível, sem trincas, sem lesão cariosa, sem contato prematuro ou excesso de carga mastigatória.
Atualmente, com os equipamentos de laserterapia apresentando potências de 100mW, um único ponto cervical na face onde o paciente acusar a sensibilidade dolorosa, ou seja, por vestibular ou por lingual acrescido do(s) ponto(s) apical(is), sempre por vestibular por estar mais próximo aos ápices, têm sido suficientes para tratar essa enfermidade (Fig. 1 e 2).

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Figura 1 – Desenho esquemático de dente molar inferior com os pontos, cervical e apicais (em cada raiz), de aplicação para tratamento de hipersensibilidade dentinária cervical, quando o equipamento apresentar pelo menos 100mW de potência (LIZARELLI, 2018).

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a                                               b

Figura 2 – Irradiação do elemento incisivo central inferior esquerdo (31) com laser infravermelho 808nm nos pontos cervical (a) e apical (b) (Laser Duo, MMOptics, São Carlos, SP, Brasil) (Arquivo pessoal).

Tanto o comprimento de onda vermelho (660nm) quanto os infravermelhos (780 ou 808nm) estão indicados nesse tratamento da hipersensibilidade dentinária cervical (VILLA el al., 2001). Porém, o infravermelho seria o mais indicado para a primeira sessão, e talvez na segunda, se a sensibilidade dolorosa ainda estiver insuportável, isso porque esse comprimento de onda, tendo uma atuação fotoelétrica, além de apresentar uma capacidade antinflamatória comprovada, modulando os marcadores da inflamação, pode mudar a polaridade de membrana, propiciando uma analgesia imediata. Então, nas sessões seguintes, o laser vermelho, que aumenta imediatamente a disponibilidade de óxido nítrico intra-celular, acelerando o metabolismo celular e incrementando a circulação tecidual, deverá ser o comprimento de onda de escolha. Outra possibilidade é combinar ambos os comprimentos de onda na mesma sessão.
Em cada sessão de irradiação, uma profilaxia e isolamento relativo devem preceder a laserterapia. Podem ser realizadas de três a quatro sessões, com intervalos de 72 horas entre elas. Na primeira sessão é recomendável o emprego do comprimento de onda infravermelho (780 ou 808nm), com uma energia total de 4J por ponto, buscando a bioinibição para o estímulo doloroso. Nas outras 2 ou 3 sessões, o comprimento de onda vermelho (660nm) está indicado, mas a energia total deverá ser de 2J por ponto, para que ocorra desinflamação do tecido pulpar e bioestimulação para a formação de dentina reacional (LIZARELLI et al., 2001 a, b, c; LIZARELLI et al., 2015).
Realmente a experiência clínica tem demonstrado que o intervalo de 72 horas parece ser o mais interessante, tanto para manter um nível confortável, durante o tratamento, quanto para minimizar a inflamação pulpar, contribuindo para o resultado final. Intervalos de uma semana entre as aplicações, não se mostram efetivas clinicamente, não para a maioria dos casos realizados.

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Profa. Dra. Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
PhD e Pesquisadora em Biofotônica – IFSC/USP

Em levantamento apresentado recentemente através da designada Biblioteca Digital de Produção Intelectual (BDPI) da USP, uma plataforma que simplifica o acesso à produção intelectual dos pesquisadores da Universidade de São Paulo, constata-se que o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) é uma das unidades uspianas com maior destaque na produção científica, mesmo sendo aquela que apresenta, comparativamente às outras, um número menor de docentes e pesquisadores.

O empenho dos pesquisadores do IFSC/USP sempre teve duas vertentes ao longo dos anos e que foram se aprimorando com o decorrer do tempo: a primeira, num contexto puramente científico, sempre ombreou com o que de melhor se faz no exterior, motivo pelo qual foram aumentando as inúmeras colaborações com cientistas e universidades de ponta espalhadas pelo mundo, comprovando assim a excelência de nosso Instituto. A segunda vertente é o trabalho que vem sendo feito para resolver alguns dos problemas que mais afligem a sociedade, principalmente aqueles relacionados com a saúde e o bem-estar público.

Nos laboratórios do IFSC/USP são projetados, desenvolvidos e disponibilizados à população, de forma gratuita e com a colaboração de médicos e restante pessoal técnico, protocolos, procedimentos clínicos e equipamentos que, de forma inovadora, apresentam soluções para detecção e tratamento dos mais variados tipos de doenças, entre os quais se contam diversos tipos de câncer, problemas odontológicos, fibromialgia, osteoartrose e osteoartrite, onicomicose, úlceras venosas e de pé de diabético, colo de útero e HPV, só para mencionar alguns.

Se é um orgulho verificar através da BDPI que o Instituto de Física de São Carlos é uma jóia no contexto da Universidade de São Paulo, também não é menos verdade que essa excelência acarreta responsabilidades cada vez maiores, não no contexto de um simples ranking, mas na missão que o Instituto abraçou desde sua criação, que é se colocar ao serviço da sociedade, devolvendo a ela, com serviços e instrumentos gratuitos, o investimento público feito pelos contribuintes.

A BDPI reune quase 925 mil registros, incluindo a produção científica, acadêmica, artística e técnica de pesquisadores, mais as teses e dissertações defendidas desde 1985 na maior universidade da América Latina, sendo que esses números são atualizados diariamente, à medida que os bibliotecários cadastram novos documentos.
Contudo, no caso específico do IFSC/USP, observem-se abaixo os índices coletados, num trabalho executado pelas bibliotecárias do IFSC/USP – Maria Helena Di Francisco e Gracielli Batista Pepe Cardoso, ambas da Seção de Tratamento de Informação.

 

 Produção científica Unidades USPfotodef1 900 1

 

O gráfico apresenta os dados das 18 unidades com o maior número de produção científica geral (produção científica e teses/dissertações) da Universidade, disponíveis na BDPI, onde o IFSC aparece em 10° lugar, com 27.788 registros. Quando analisamos somente a produção científica per capita dessas mesmas unidades no banco Thycho, o IFSC aparece com o maior número de produção por docente.

Produção científica geral Departamentos USP

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Ranking de autores com maior número de publicações gerais na BDPI

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Ranking de autores USP com maior de número de publicações gerais na BDPI

 

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Produção científica geral Unidades USP – Citações  recebidas

 

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O IFSC está bem classificado em relação às citações recebidas, tanto através do CrossRef (3° lugar) quanto na Dimensions (4° lugar).

Fonte: https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/ifsc-e-uma-das-unidades-da-usp-com-maior-producao-cientifica/

O efeito da laserterapia localizada, ou seja, sobre um tecido lesionado e/ou em processo inflamatório, é bem conhecido: ocorre um alívio imediato da dor, redução do edema e aceleração da cicatrização.
Essas respostas bem sucedidas deram origem a uma técnica de tratamento que tem sido muito explorada há quase 30 anos: a irradiação com laser vermelho ou infravermelho dentro de vasos sanguíneos. O primeiro objetivo é melhorar a circulação sanguínea, linfática, e, também a resposta imunológica.
A terapia ILIB está indicada onde houver processos inflamatórios e dolorosos agudos e crônicos, doenças degenerativas, processos infecciosos, ou seja, todos os pacientes podem ser beneficiados.
Não há contra-indicações, desde que a dosimetria esteja adequada considerando a via de administração e a faixa etária.
O sucesso da terapia ILIB dependerá da dosimetria individualizada e revisada a cada sessão, ao longo do tratamento.

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Efeitos Fisiológicos:

• controle da pressão arterial,
• diminuição dos açúcares (glicose e triglicerides) e das gorduras (LDL) no sangue (glicose, triglicerides),
• aumento da oximetria sanguínea,
• aumento da circulação próxima a região da irradiação,
• controle das enzimas hepáticas (TGP e TGO),
• aumento da SOD,
• redução da pressão intraocular (bom para glaucoma),
• redução do conteúdo de proteína C reativa,
• aumento a atividade do complemento,
• aumento do nível plasmático de imunoglobulinas (IgA, IgM, IgG),
• diminuição da capacidade de agregação trombocitária
• ativação da fibrinólise que aumenta a circulação periférica, entre outros.

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Efeitos Clínicos:

•  melhora na qualidade do sono,
•  sensação de bem-estar e de auto-confiança,
•  melhora na disposição para realizar tarefas físicas,
•  facilitação para as atividades cognitivas,
•  alívio de dores,
•  alívio de inchaços,
•  coadjuvante no emagrecimento.

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Profa. Dra. Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
PhD e Pesquisadora em Biofotônica – IFSC/USP

 
 

O Instituto Walter Bagnato foi inaugurado no dia  29 de setembro localizado junto à fábrica da MMO em São Carlos com o evento do projeto “Terapia Fotodinâmica Brasil” e BNDS, mas a sua história já existe há muito tempo. Conheça um pouco mais dela:

Neste local funcionou por mais de 50 anos a oficina de Cromeação do Sr. Walter Bagnato. Ele foi o pioneiro em toda região em começar uma galvanoplastia que atendesse o desenvolvimento local.

Acreditou que tudo é possível com trabalho e coragem. Passou de empregado a empregador, e sem dúvida, um exemplo de empreendedorismo numa terra que desde cedo mostrava vocação para tecnologia, além da agricultura.

Esta cromeação, tornou-se referência em toda região, apesar de sempre ter sido pequena e operada de forma artesanal. Segundo Sr. Walter Bagnato “alguns tipos de trabalhos faz-se em grandes quantidade, outros necessitam de perfeição“. De fato, para ele, seu ofício era uma combinação de arte e técnica e a qualidade vinha antes do lucro.

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 Apesar de nunca ter frequentado uma universidade, entendia de seu ofício como um mestre. Mas a história não para por aí. Quando o primeiro microscópio brasileiro foi desenvolvido e precisava ser fabricado, cedeu parte de sua oficina para iniciar a produção. Sua atitude antecipou incubadora e parques tecnológicos da cidade permitindo lançar a primeira semente do que seria a MMO. O Sr. Walter Bagnato nunca cobrou um aluguel do uso de seu espaço e sempre se dispôs a ajudar a alavancar as novas ideias: “ninguém pode mudar seu destino sem mudar seus hábitos”.

A coragem de vencer o desafio é a característica principal dos pioneiros. Por esta visão e por ter sido o primeiro a acreditar na MMO é que homenageamos dando a este local, o Seu nome.

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Laser e LED são duas fontes de luz que vem ganhando espaço e credibilidade como instrumentos de diagnóstico preciso e de tratamento eficiente. Apesar de serem igualmente muito bem indicadas, existem diferenças entre elas:
1 - Cor da luz (comprimento de onda): o Laser tem uma cor pura e bem definida, enquanto o LED apresenta uma "faixa estreita" de cor. Por exemplo, um laser pode ser Vermelho-laranjado OU Vermelho-vivo OU Vermelho-escuro, mas um LED vermelho poderá emitir todos esses vermelho juntos (LED vermelho 630+-20nm tem do vermelho-laranjado até o vermelho-escuro). O Laser tem uma cor bem determinada (Monocromaticidade) e o LED tem todas as tonalidades dessa cor (Policromaticidade);
2 - Coerência (direção da luz): enquanto um Laser segue no espaço um caminho reto (pense numa laser-pointer) (Coerente), um LED "abre" como uma "lanterninha", perdendo sua intensidade quanto mais distante ele chegar (Não-Coerente);
3 - Potência (terapia ou cirurgia): um Laser e um LED poderão fazer Fotobiomodulação (acelerar cicatrização, aliviar dores, drenar inflamações, fotoativar biomateriais/democosméticos), PORÉM somente o Laser poderá ser Cirurgico (cortar, coagular, ablacionar).
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Profa. Dra. Rosane Lizarelli

Laser e LED são duas fontes de luz que vem ganhando espaço e credibilidade como instrumentos de diagnóstico preciso e de tratamento eficiente. Apesar de serem igualmente muito bem indicadas, existem diferenças entre elas:

1 - Cor da luz (comprimento de onda): o Laser tem uma cor pura e bem definida, enquanto o LED apresenta uma "faixa estreita" de cor. Por exemplo, um laser pode ser Vermelho-laranjado OU Vermelho-vivo OU Vermelho-escuro, mas um LED vermelho poderá emitir todos esses vermelho juntos (LED vermelho 630+-20nm tem do vermelho-laranjado até o vermelho-escuro). O Laser tem uma cor bem determinada (Monocromaticidade) e o LED tem todas as tonalidades dessa cor (Policromaticidade);


2 - Coerência (direção da luz): enquanto um Laser segue no espaço um caminho reto (pense numa laser-pointer) (Coerente), um LED "abre" como uma "lanterninha", perdendo sua intensidade quanto mais distante ele chegar (Não-Coerente);

3 - Potência (terapia ou cirurgia): um Laser e um LED poderão fazer Fotobiomodulação (acelerar cicatrização, aliviar dores, drenar inflamações, fotoativar biomateriais/democosméticos), PORÉM somente o Laser poderá ser Cirurgico (cortar, coagular, ablacionar).

Essas seriam as diferenças básicas entre um Laser e um LED para uso nas áreas da Saúde !!

Profa. Dra. Rosane Lizarelli

O Bright Max Whitening é a nova geração de clareadores dentais a LED, com funções de controle simplificadas e muito versáteis. O equipamento é o único no mercado a emitir luz espectralmente seletiva em torno do violeta, benefício que exclui o uso de agentes químicos como o peróxido de hidrogênio ou carbamida, que podem causar a sensibilidade dentária em alguns pacientes. O blog da Dental Cremer trouxe um dos estudos dessa nova tecnologia, confira o artigo completo.
A busca por um sorriso branco e saudável associada ao desenvolvimento de novos materiais e técnicas, tem feito do clareamento dental um dos procedimentos estéticos realizados com maior frequência nos consultórios odontológicos. As técnicas realizadas em consultório, denominadas de clareamento em consultório ou assistido, têm sido amplamente utilizadas consistindo na aplicação de agentes clareadores, como peróxido de carbamida e hidrogênio, em altas concentrações com ou sem o uso de fonte de luz. A principal vantagem dessa técnica reside nos significativos resultados estéticos alcançados em algumas sessões. No entanto, a técnica requer do profissional da Odontologia conhecimento técnico-científico e cuidados especiais não apenas com as estruturas dentais, como também com os tecidos moles da cavidade oral. Apesar da efetividade demonstrada, os agentes clareadores utilizados principalmente em altas concentrações podem ocasionar alterações nos tecidos mineralizados e sensibilidade trans e pós-operatória.
CapturarDessa forma, o desenvolvimento e a introdução de novos produtos e técnicas para clareamento dental que não promovam alterações nos tecidos mineralizados, bem como efeitos colaterais apresenta fundamental importância por ser este um procedimento rotineiro nos consultórios odontológicos. O objetivo deste trabalho foi demonstrar por meio de relato de caso clínico uma nova técnica de clareamento dental utilizando-se fonte de luz capaz de quebrar os pigmentos responsáveis pelo escurecimento dental. Adicionalmente, abordaremos aspectos importantes da técnica como os benefícios e limitações. Neste relato de caso clínico, foi possível demonstrar que o uso apenas de luz violeta pode produzir energia suficiente para quebra de pigmentos na dentina promovendo dessa forma o clareamento dental.
Para saber mais sobre o Bright Max Whitening acesse: https://mmo.com.br/pt-br/produtos/odontologia/bright-max-whitening

ILIB é um acrônimo do termo em inglês Intravascular Laser Irradiation of Blood que significa Irradiação Intravascular do Sangue com Laser. Esta técnica consiste na irradiação do sangue com Laser vermelho ou infravermelho para ativação celular, efeito antioxidante, ação anti-inflamatória e aumento da circulação sanguínea, que resulta na prevenção e tratamento de diversas doenças, por exemplo, artrite, artrose, inflamações e tensões musculares, bem como, do diabetes, colesterol, hipertensão, entre outras doenças cardiovasculares. Estes efeitos terapêuticos favorecem o rejuvenescimento, o bem-estar e a qualidade de vida.

A aplicação de luz na região do punho é atrativa, pois as espessuras da derme e epiderme são mais finas comparadas às outras regiões do corpo, facilitando o acesso da luz nos vasos sanguíneos, em especial na artéria radial (ILIB), bem como é um local em que se encontra a inervação responsável pela modulação cardiovascular através dos pontos de acupuntura, como o PC6 e PC7 (Laserpuntura).  

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Protocolo ILIB: Aplicar o laser vermelho por 30 minutos na artéria radial pelo menos 1 vez por semana. Esta técnica pode ser aplicada de 1 a 3 vez por semana de acordo com o quadro clínico do paciente. O número de sessões pode ser diminuído conforme a evolução positiva do paciente, realizando-se o tratamento a cada 15 dias e depois 1 vez por mês até a finalização.

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Efeitos hemodinâmicos da técnica ILIB: o aumento da temperatura cutânea (33,27 0C) é mostrada pela imagem termográfica e indica o aumento da circulação sanguínea (cor vermelha).

Dra. Fernanda Rossi Paolillo

A osteoartrite (OA), popularmente conhecida como artrose, é o tipo mais comum de artrite e é uma doença crônica que acomete articulações e tecidos periarticulares, caracterizada por degeneração progressiva da cartilagem e modificações no osso subcondral. Estruturalmente por estar em movimentação constate ou uso repetitivo, a mão sofre importante sobrecarga durante as atividades de vida diária (AVDs) e é uma das articulações mais acometida pela OA.

Considerada como a doença musculoesquelética mais comum no processo de envelhecimento, a OA apresenta alta prevalência na população e gera impacto e altos custos socioeconômicos ao indivíduo e ao sistema de saúde. O indivíduo com OAM apresenta limitações em graus variados em suas AVDs, como vestir-se, preparar sua comida, abrir caixas e potes, manusear objetos que ofereçam resistência, lidar com trabalhos artesanais, etc. Os principais fatores de risco para a OAM são envelhecimento, predisposição genética, obesidade, gênero (feminino) e fatores mecânicos.

A OAM manifesta-se por episódios inflamatórios da sinóvia articular (sinovite), que está intimamente relacionada com o processo de degeneração da cartilagem e com a dor. O exame radiográfico é representado por estreitamento do espaço articular, esclerose do osso subcondral, formação de osteófitos, deformidade lateral e colapso cortical ósseo. Clinicamente, a OA ocasiona dor e limitação funcional, o que reduz a qualidade de vida do indivíduo. As articulações da mão geralmente acometidas são: carpometacarpal (principalmente 1º dedo), metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximal e distal (mais comum).

Em relação ao manejo dos sintomas da OAM, abordagens não-farmacológicas são incentivadas. Nesse cenário, a Laserterapia de Baixa Intensidade (LBI) intervém no processo inflamatório e modula a dor. Apresenta a grande vantagem de atuar localmente e substituir o uso de anti-inflamatórios sistêmicos. Convém que a LBI seja aplicada por um profissional capacitado, de maneira coerente e de acordo com os parâmetros ajustados às diretrizes internacionais, como a WALT (World Association Laser Therapy).

O RECOVER, aparelho portátil e de baixo custo, é uma ótima opção para o tratamento dos sintomas da OAM. O quadro a seguir contém uma sugestão de conduta, bem como os possíveis pontos de aplicação (Figura 1).

Comprimento de Onda (nm) Potência (mW) Energia (J)*WALT Frequência de aplicações Número de sessões
808 100 4/ponto 2 a 3x/semana 8 a 12

pontos LBI mão

Figura 1. Imagem radiográfica representativa das articulações da mão sem a doença (à esquerda) e mão de um paciente com OAM (à direita). Sugestão de pontos de aplicação da LBI nas articulações interfalangeanas distal/proximal, metacarpofalangeanas, carpometacarpal e radiocarpal (de acordo com o caso clínico).

Dra. Ana Elisa Serafim Jorge, Fisioterapeuta

Referências:

BROSSEAU L, WELCH V, WELLS G, et al. Low level laser therapy (Classes I, II, and III) for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2004, 3:CD002046.

HART, D. J.; SPECTOR, T. D. Definition and epidemiology of osteoarthritis of the hand: A review. Osteoarthritis and Cartilage, v. 8, n. SUPPL. A, p. 2–7, 2000.

HUNTER DJ. Osteoarthritis. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2011; 25:801–14.

World Association of Laser Therapy. Recommended treatment doses for low-level laser therapy.[http://waltza.co.za/wp-content/uploads/2012/08/Dose_table_780-860nm_for_Low_Level_Laser_Therapy_WALT-2010.pdf]. Acessado em 20/03/2017.

Quando o assunto é cárie, por que a higiene diária acaba não sendo suficiente?

O blog de odontologia trouxe um novo estudo para a área da Universidade de Zurique que identificaram pela primeira vez um complexo genético que atua na formação do esmalte dental. Duas equipes do Centro de Medicina Dentária e do Instituto de Ciências da Vida Molecular usaram camundongos com mutações variadas das proteínas do esmalte envolvidas na via de controle celular alterada, conhecida como WNT, uma das formas de comunicação das células para ativar genes específicos.

Essa via de sinalização é essencial para o desenvolvimento embrionário e também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de câncer ou malformações físicas.

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De acordo com a pesquisa, todos os ratos com mutações nessas proteínas apresentavam dentes com defeitos no esmalte. Assim os cientistas estabeleceram uma ligação com o desenvolvimento do esmalte.

Usando métodos genéticos, moleculares e bioquímicos, os pesquisadores descobriram que três proteínas estavam envolvidas na via de sinalização de Wnt influenciavam a estrutura dos dentes.

A pesquisa concluiu que a formação das cáries não está ligada apenas às bactérias, mas à resistência dos dentes. Esses agentes podem penetrar mais facilmente em dentes com esmalte menos estável, que tenham algum defeito genético, mesmo que a higiene bucal seja excelente.

Para os cientistas, entender como essas mutações genéticas funcionam pode ajudar a criar novas formas de proteção contra cáries.

O que você acha desse estudo?

Para saber mais acesse: estudo-diz-que-pessoas-que-escovam-bem o site de divulgação do estudo: Science Daily

É um fato que o mundo muda a cada segundo, assim como os hábitos, alimentação, e principalmente as necessidades. Por estes motivos, os "brinquedinhos" tão adorados pelos dentistas foram protagonistas do Blog Dental Cremer com algumas novidades que estão disponíveis e outras que serão parte do dia a dia dos dentistas no futuro próximo. 

lupa na odontologia

Moldagem Digital:

Uma realidade. Já bastante disponível nas grandes cidades brasileiras e sendo aperfeiçoada frequentemente. Com novas marcas surgindo e novos modelos mais eficientes no mercado, acredito que nos próximos 10 anos ou menos a moldagem convencional pode praticamente desaparecer.

Vantagens: Conforto aumentado do paciente, possibilidade de impressão do modelo em impressora 3D, envio de forma digital ao técnico em prótese dentária (email), economia de tempo e fases protéticas, possibilidade do dentista escolher mais de uma marca.

Desvantagens: Ainda com o custo um pouco elevado, saída do dentista de sua zona de conforto, curva de aprendizado. Sua cidade precisa ter um laboratório de prótese que acompanhe as mudanças tecnológicas para receber o arquivo digital e usar nas fresadoras.

Laser de alta potência para remoção de cáries:

Já é possível encontrar em alguns pouquíssimos consultórios, mas apesar da insistência da mídia leiga em “pintar” o Laser como uma substituição ao “motorzinho” do dentista, ainda não podemos considerá-lo um tratamento corriqueiro. Muito diferente do Laser de Baixa Potência que é facilmente encontrado em muitas clínicas e consultórios e tem seu uso comprovado há décadas em várias funções. Se o custo do aparelho não diminuir, vai ser difícil ele se tornar um equipamento muito usado na Odontologia.

Vantagens: substituir o tão temido motor de alta rotação, diminuir as recidivas de cárie, acredita-se ser mais indolor que o motor convencional, o que evitaria anestesias em alguns casos.

Desvantagens: custo muito alto, controle e percepção do profissional sobre o quanto de tecido está sendo destruído pelos fótons, falta de uma quantidade aceitável de estudos científicos sobre sua utilização, maior tempo para remover as cáries do que o método convencional.

Radiografia Digital:

Realidade cada vez mais presente. Os sensores estão se mostrando muito eficientes, eliminando procedimentos de revelação, repetição de tomadas radiográficas e com uma diminuição do tempo de exposição dos pacientes a radiação. Nos centros radiológicos já é quase unânime em grandes cidades. Nos consultórios ainda tem uma fatia de mercado para conquistar, mas tende a tornar as radiografias comuns obsoletas.

Vantagens: simples, fácil de usar, para uso de algumas marcas basta ter o software e plugar o sensor na entrada USB de qualquer computador. Pode ser usado com posicionadores, economia de espaço, mais organização na hora de guardar a documentação dos pacientes. Eliminação das câmaras de revelação e materiais reveladores e fixadores que contaminam o meio ambiente e não devem ser despejados no esgoto comum. Os preços vêm caindo e algumas promoções estão valendo muito à pena.

Desvantagens: O sensor é rígido, podendo ser meio incômodo para alguns pacientes, necessidade de backup de seus arquivos para acabar não perdendo os dados de seus pacientes em caso de pane ou troca de computadores.

Resinas Bulk Fill:

Se você é cirurgião-dentista e ainda não ouviu falar de Resina Bulk Fill, você está definitivamente por fora. Sabemos que as resinas compostas estão em constante e ligeira evolução desde os anos 60 e hoje a dentística resolve uma infinidade de casos restauradores com suas técnicas adesivas. Para usarmos as resinas compostas comuns ou as no estilo “flow” precisamos usar técnicas de inserção com camadas de até 2mm para fotopolimerização correta e nos preocuparmos menos com a rápida contração de polimerização. As Resinas Bulk Fill se propõem a preencher de uma vez só cavidades de até 4mm de profundidade. Algumas marcas falam em até 5 mm. São materiais que estão na vanguarda da Odontologia Adesiva e estão surpreendendo em estudos clínicos e laboratoriais.

Vantagens: diminuição do tempo de trabalho, preço acessível, várias marcas apostando neste material no mercado, pode ser usado tanto como forramento como para preenchimento total da cavidade dependendo do tipo.

Desvantagens: necessita de curva de aprendizado profissional. Alta translucidez para possibilitar a passagem da luz, o que pode comprometer o resultado estético final esperado. Precisa de cuidados em cavidades classe II para o não escoamento de material para regiões interdentais e a necessidade de fotopolimerizadores bem fortes, com 800 ou até 1000 W/m2 para uma segurança na polimerização.

Já conhecia todos esses equipamentos e materiais? Já tentou algum deles?

A MM Optics está sempre atenta e em sintonia com as novidades tecnológicas ao redor do mundo, comprometida com a inovação, projetamos no mercado equipamentos ópticos e opto-eletrônicos de precisão. Fique atento às nossas novidades de acordo com o Blog Dental Cremer!

Evince: Evidenciador por fluorescência óptica

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A fluorescência óptica tem sido empregada na Odontologia por apresentar elevada sensibilidade, simplicidade, sendo rápida e precisa na obtenção de dados. Evince é o novo sistema de imagem por fluorescência óptica da MMO. Simples de utilizar, rápido, seguro e atua como novo guia de diagnósticos bucal por imagem. EVINCE - evidenciador clínico não é invasivo e consiste em um conjunto óptico com fonte de luz LED ultravioleta. Muito seletivo, reconhece lesões e contaminações bucais via fluorescência óptica em tempo real. Com Evince sua avaliação e diagnóstico tornam-se extremamente rápidas e precisas.